Karel Prinsloo/Efe
Karel Prinsloo/Efe

Polícia britânica exige que Assange deixe embaixada do Equador

Fundador do WikiLeaks foi intimado a comparecer em delegacia, primeiro passo para sua extradição

estadão.com.br,

28 de junho de 2012 | 14h20

LONDRES - A polícia britânica intimou o fundador e editor-chefe do WikiLeaks, Julian Assange, a comparecer a uma delegacia, o primeiro passo como parte de seu processo de extradição, exigindo que ele deixe a embaixada do Equador onde está abrigado há nove dias, em busca de asilo político. A carta foi entregue na embaixada do Equador em Londres.

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Assange, de 40 anos, é procurado na Suécia por acusações de crimes sexuais. Ele nega as alegações, afirmando que o caso tem motivações políticas.

Ele agora corre o risco de ser preso no momento em que sair do prédio de tijolos vermelhos por ter violado os termos de sua fiança, mantendo tanto seus defensores quanto a polícia intrigados sobre o que ele poderá fazer em seguida.

Nesta quinta-feira, 28, a polícia disse que havia formalmente "enviado um aviso de rendição para um homem de 40 anos de idade, que exige que ele vá a uma delegacia de polícia em data e hora de nossa escolha".

A polícia acrescentou que: "ele permanece em violação das condições de sua fiança, e não se render seria uma violação ainda maior das condições e ele está sujeito à prisão". A declaração, de acordo com a política da polícia britânica, não cita o nome dele, mas a mídia local citou fontes identificando-o como Assange.

O fundador do WikiLeaks teme que os Estados Unidos tenham planos de acusá-lo de vazar centenas de milhares de documentos secretos americanos, como aconteceu com o soldado Bradley Manning, de 24 anos, que é acusado de colaborar com inimigos do país ao repassar arquivos secretos para o WikiLeaks e aguarda julgamento.

A extradição foi requisitada em Dezembro de 2010. Assange passou os últimos 18 meses tentando evitá-la, mas perdeu em todas as instâncias legais. Com isso só lhe restou refugiar-se na embaixada do Equador, onde está além do alcance das autoridades britânicas. O governo do presidente equatoriano Rafael Correa afirma que está analisando o pedido de asilo.

Com Associated Press e Reuters

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