AFP PHOTO / JOHN SUPER
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Polícia britânica prende mais dois suspeitos de envolvimento no atentado em Manchester

Jovem de 19 anos e um homem de 25 anos foram presos na cidade; com isso, sobe para 13 o número de detidos no Reino Unido vinculados à investigação

O Estado de S.Paulo

28 Maio 2017 | 19h16

MANCHESTER, REINO UNIDO - Os investigadores britânicos continuaram neste domingo, 28, a investigação sobre o ataque terrorista em Manchester, com a detenção da 13ª pessoa, um jovem de 19 anos, enquanto a cidade celebrava sua tradicional meia maratona.

A popular corrida de rua Great Manchester Run reuniu muitos moradores que incentivavam em voz alta os corredores, demonstrando o seu compromisso com a cidade. Alguns participantes estavam vestidos de super-heróis ou bombeiros.

Neste domingo, a polícia fez duas novas detenções em Manchester como parte da investigação do atentado que deixou 22 mortos e 116 feridos, incluindo crianças e adolescentes, quando Salman Abedi, de 22 anos, detonou os explosivos que levava consigo depois de um show na segunda-feira 22 da cantora pop americana Ariana Grande na Manchester Arena.

Um jovem de 19 anos foi detido na região de Gorton, sudeste da cidade, por suspeitas de crimes que violam a lei antiterror. Mais cedo, um suspeito de 25 anos havia sido preso no bairro de Old Trafford. Uma operação de busca também foi realizada em Moss Side, bairro do sul da cidade.

Com as novas prisões, subiu para 13 o número de pessoas detidas no Reino Unido vinculadas à investigação.

A polícia publicou no sábado à noite fotos do homem-bomba, lançando um apelo a testemunhas para tentar estabelecer seus últimos passos. As duas fotos, capturadas de imagens de câmeras de vigilância, mostram Abedi na noite do ataque. O britânico de origem líbia usava boné e carregava uma mochila. Ele estava de óculos, vestia jaqueta preta, calça jeans e tênis.

A autoria do ataque foi reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que tem multiplicado os ataques na Europa, enquanto sofre importantes derrotas em seus territórios na Síria e no Iraque.

Os investigadores querem coletar toda informação sobre as ações do homem-bomba desde 18 de maio, quando "regressou ao Reino Unido". De acordo com uma fonte próxima à família, Abedi se encontrava na Líbia alguns dias antes do ataque. A polícia alemã indicou, por sua vez, que ele fez escala no aeroporto de Dusseldorf.

Abedi alugou um apartamento no centro da cidade, de onde saiu para o local do show. O imóvel interessa os investigadores, que acreditam que "poderia ser o local onde ele teria montado o dispositivo" explosivo utilizado no atentado, segundo o delegado Ian Hopkins e o responsável pela agência antiterrorista Neil Basu.

Identificação. A polícia também forneceu detalhes sobre a maneira como a investigação avançou desde segunda-feira. O homem-bomba foi identificado em "duas horas" e "informações interessantes sobre Abedi, sua família, suas finanças, locais onde esteve, o modo como o dispositivo explosivo foi fabricado e a conspiração mais ampla" foram estabelecidas.

Um total de 1 mil agentes foram mobilizados para analisar mais de 800 peças de evidência (incluindo 205 documentos digitais) e realizar as operações de busca em 18 lugares diferentes, enquanto cerca de 13 mil horas de imagens de câmeras de segurança foram analisadas.

O pai e um dos irmãos do homem-bomba foram presos na Líbia. O primeiro era membro do Grupo Islâmico de Combate Líbio (GICL), ativo na década de 1990, e se opunha ao regime do ditador Muamar Kadafi, derrubado em 2011, segundo indicou na quinta-feira um oficial da segurança em Trípoli. / AFP

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