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Polícia britânica tenta resolver desaparecimento de suposta vítima de serial killer 53 anos depois

Novas evidências levaram equipes forenses a iniciarem escavação para buscar vestígios de Mary Bastholm, desaparecida aos 15 anos, em 1968; assassino em série Fred West confessou homicídio antes de se suicidar na cadeia, em 1995

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2021 | 10h30

LONDRES - A polícia do Reino Unido reabriu uma investigação na tentativa de solucionar um mistério de 53 anos de idade. Escavações foram iniciadas em Gloucester para tentar identificar vestígios de uma adolescente desaparecida em janeiro de 1968, que, acredita-se, foi vítima de um dos mais famosos assassinos em série da história do país.

Uma equipe forense começou um trabalho exploratório em um local chamado café Clean Plate, depois que as autoridades receberam informações de que o local poderia guardar evidências sobre Mary Bastholm, desaparecida aos 15 anos, no fim da década de 60.

Mary é, supostamente, uma das vítimas de Fred West, assassino serial que matou pelo menos 12 pessoas no Reino Unido. West, que se suicidou aos 52 anos na prisão enquanto esperava ser julgado por seus crimes, em 1995, teria confessado o homicídio de Mary a seu filho.

West agia com auxílio de sua mulher, Rosemary, que cumpre pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional por dez dos homicídios. Ela tem atualmente 67 anos. Entre as vítimas do casal West, estão a filha de Fred, que tinha 16 anos, e sua enteada, de 8. Muitas das vítimas foram torturadas e mantidas como prisioneiras sexuais.

Os restos mortais das vítimas foram encontrados em 1994, desmembrados no jardim, no porão e no solo da casa dos West, que foi batizada pela imprensa de "Casa do terror". Outros corpos, incluindo o da ex-esposa de West, foram encontrados em suas antigas casas em cidades próximas, em um caso que chocou o Reino Unido.

Reabertura da investigação

A investigação sobre o paradeiro de Mary Bastholm foi reaberta após uma produtora de televisão informar à polícia que, durante a gravação de um docimentário, haviam encontrado um material azul enterrado no porão do café Clean Plate. A informação é relevante, pois Mary Bastholm vestia um casaco azul quando foi vista pela última vez.

"A análise dos nossos especialistas e do material fornecido pela produtora significa que há evidências suficientes para justificar o início dos trabalhos de escavação", afirmou o inspetor-chefe John Turner.

"Falei com a família" e "eles entendem que é possível que não encontremos restos humanos, mas também sabem que faremos todo possível para estabelecer se Mary está enterrada neste lugar", frisou Turner, acrescentando que "será um trabalho lento e minucioso"./ AFP

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