Polícia britânica trata morte de espião como ´suspeita´

As autoridades britânicas que investigam a morte do ex-espião russo em Londres disseram que a morte dele está sendo tratada como ?suspeita? e não ?sem explicação?, como vinha sendo classificada. ?A esta altura, eu fui informado de que a morte está sendo tratada como suspeita, o que não era o caso ontem (sábado)?, afirmou o ministro do Interior britânico, John Reid. Oficiais da polícia britânica devem embarcar para Moscou enquanto o embaixador russo em Londres foi convidado a dar toda e qualquer informação que possa levar à explicação da morte de Alexander Litvinenko. Reid disse que o governo está fazendo todo o possível para manter a população informada sobre os riscos de contaminação pela radiação. A morte de Litvinenko tem sido ligada a uma "alta dose" de polônio-210, uma substância altamente tóxica que viaja pelo corpo rapidamente caso ingerida ou inalada. A substância foi encontrada na urina dele. Radiação também foi encontrada em vários lugares por onde Litvinenko passou antes de ficar doente: na casa dele, em um restaurante japonês no centro de Londres e em um hotel. O ex-espião russo, de 43 anos, morreu na noite de quinta-feira no University College Hospital, em Londres, onde estava internado havia três semanas por causa de um suposto envenenamento. Litvinenko vinha investigando o assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaya quando adoeceu. Acusação contra presidente russo Na Inglaterra, o ministro para a Irlanda do Norte, Peter Hain, disse que ?assassinatos obscuros? colocaram em risco os avanços conseguidos pelo presidente russo, Alexander Putin. Hain disse que Putin deve prestar atenção para o fato de que ?têm havido ataques sérios às liberdades individuais na Rússia?, e afirmou que é importante que o governo retome o caminho democrático.

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