Polícia cerca suspeito de mortes na Califórnia

Um atirador que as autoridades americanas acreditam ser Christopher Dorner, de 33 anos, o ex-policial de Los Angeles caçado desde a quinta-feira - acusado de matar três pessoas - foi cercado ontem em uma cabana de Big Bear Lake, na Califórnia, após um intenso tiroteio em que baleou dois agentes de forças de segurança locais, matando um deles.

BIG BEAR LAKE, CALIFÓRNIA, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 02h02

O Departamento de Polícia de Los Angeles vasculha as montanhas de San Bernardino desde a quinta-feira, quando a caminhonete de Dorner, um militar reformado da Marinha, foi encontrada na região.

No dia 3, segundo as autoridades, ele havia matado a filha de um outro ex-policial - supostamente envolvido na demissão de Dorner - e o noivo dela. Em um manifesto publicado na internet, o suspeito culpava o ex-colega por seu desligamento da corporação e declarava guerra às forças de segurança americanas.

A polícia passou a vigiar mais de 40 alvos que ele poderia atacar para se vingar de sua demissão, ocorrida em 2008 após um processo disciplinar. O ex-policial foi expulso da corporação por registrar um relatório falso, em que acusava um colega de ter chutado um doente mental. Dorner alegou ter sido vítima de racismo, afirmando que foi demitido mesmo tendo agido de maneira correta.

Na quinta-feira, depois de ter o retrato divulgado pela polícia, que o qualificou como "extremamente perigoso" e ensaiar uma fuga para o México em um barco que teria tentado roubar, o acusado foi encurralado em Riverside. Baleou três policiais e matou um. No domingo, a polícia ofereceu US$ 1 milhão por pistas que pudessem levar à prisão de Dorner.

Às 12h20 de ontem (18h20 em Brasília), a polícia recebeu um chamado de roubo de veículo, próximo ao local onde o acusado havia abandonado sua caminhonete. As vítimas do roubo afirmaram que o ladrão era parecido com Dorner. Quando as autoridades encontraram o veículo roubado, o suspeito correu em direção à floresta e abrigou-se numa cabana. Primeiramente, trocou tiros com guardas florestais e, num segundo momento, com policiais.

Até a madrugada de hoje, o impasse continuava. A imprensa americana mostrava imagens da cabana em chamas, afirmando que o suspeito poderia ter morrido. Pouco antes do incêndio, um disparo ocorrido dentro da casa foi ouvido. / AP e REUTERS

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