AP Photo/Luis Hidalgo
AP Photo/Luis Hidalgo

Polícia chilena reprime protesto contra visita de Bolsonaro

Agentes usaram bombas de gás e jatos d'água para dispersar a manifestação

Ricardo Galhardo e Daniel Weterman / ENVIADOS ESPECIAIS A SANTIAGO, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2019 | 22h03

A polícia chilena usou bombas de gás e jatos d'água para dispersar uma manifestação contra a visita do presidente Jair Bolsonaro ao Chile, no início da noite desta sexta-feira, 22,  no centro de Santiago. 

A manifestação com cerca de mil pessoas, a maioria militantes dos movimentos feminista, LGBT, sindicatos e partidos de esquerda, seguia pacífica até que os policiais, sem aviso, começaram a atirar bombas e disparar jatos d'água. 

Alguns manifestantes reagiram jogando pedras. Aparentemente ninguém ficou ferido. "Essa brutalidade da polícia é mais um sinal da onda opressiva de extrema direita que está levando toda a América do Sul", disse a estudante Romina Pérez, que usava o lenço verde característico das manifestações feministas pelo direito ao aborto na Argentina, no ano passado. 

Os manifestantes carregavam cartazes e montagens com fotos de Bolsonaro geralmente associado a símbolos nazistas. Um grupo de manifestantes levou ma bandeira do Brasil com uma suástica no lugar do círculo central. 

Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e Argentina, Mauricio Macri, também foram alvos do protestos assim como o mandatário chileno, Sebástian Piñera.

"São todos presidentes empresários. Não estão preocupados com o povo. São presidentes antipatriotas", disse Maria Eugênia Puelma, dirigente do Partido Comunista chileno. 

O protesto anti-Bolsonaro misturou-se a uma manifestação pela reforma do sistema previdenciário do Chile, com base em fundos de capitalização, que serviu de base para a proposta de reforma da Previdência elaborada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. 

"Aqui no Chile demoramos 30 anos para perceber os efeitos nocivos deste sistema que é praticamente o mesmo que estão querendo adotar no Brasil", disse Mario Villanueva, um dos coordenadores da manifestação. 

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