Polícia chinesa combate protestos inspirados no mundo árabe

A polícia chinesa dispersou um grande número de pessoas que se reuniram no centro de Pequim neste domingo, após conclames via Internet espalhados por toda o país pedindo encontros pró-democracia inspirados por manifestações de protesto em todo o Oriente Médio.

SUI-LEE WEE E ROYSTON CHAN, REUTERS

20 de fevereiro de 2011 | 09h40

No final, os pequenos encontros em Pequim e Xangai acabaram sendo uma demonstração da determinação das autoridades chinesas em minar até mesmo pequenas manifestações contra o poder do Partido Comunista.

Em Wangfujing, rua comercial de Pequim, cerca de 100 pessoas estavam em frente a um restaurante da cadeia de fast food McDonald's, local escolhido para os protestos, de acordo com uma mensagem de Internet que se espalhou no sábado pedindo encontros em 13 cidades.

"Estou tentando fazer algo pelo meu país, para mostrar o meu poder", disse um jovem estudante universitário de Pequim, quando perguntado por que ele saiu do McDonald's.

A multidão foi confrontada por autoridades da polícia que a empurravam para longe gritando "saiam, saiam, não olhem mais". Ninguém foi preso. Um homem disse que brigou com a polícia depois de pegar algumas flores do chão.

"Eu tinha acabado de visitar a Cidade Proibida como turista e passei por aqui, e então essas pessoas me levaram embora", afirmou o homem, que usava um casaco cinza, boné preto e óculos escuros.

"Por que eles iriam me levar embora? Eu era apenas um transeunte", disse o homem, que não quis ser identificado. "Que democracia existe aqui?"

(Reportagem adicional de Maxim Duncan e Chris Buckley em Pequim)

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