Polícia chinesa detém 20 monges tibetanos

A polícia do noroeste da China detevecerca de vinte monges budistas tibetanos na quinta-feira,devido aos protestos anti-chineses de fevereiro, de acordo comuma fonte de Pequim que tem amplos contatos entre ostibetanos. Outras 100 pessoas que tentaram impedir a prisão dos mongestambém foram levadas pela polícia, segundo a fonte. Os monges de Tongren, na remota província de Qinghai,protestaram em fevereiro, depois que a polícia dispersou umacerimônia budista no monastério local. Eles gritaram, pedindoliberdade religiosa e desejando que seu líder espiritualexilado, o Dalai Lama, tivesse uma vida longa, disse a fonte. Os manifestantes pró-Tibet também se opuseram aorevezamento da tocha Olímpica dos Jogos de Pequim. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidãoem Tongren e deteve cerca de 200 monges. Mas, no dia seguinte,milhares deles protestaram perto do parlamento do município e ogoverno local libertou os monges presos no dia anterior,acrescentou a fonte. Mais protestos foram então feitos pelos monges domonastério, cujo nome em chinês, segundo a fonte, é Longwu. A fonte não soube precisar o motivo das últimas detenções. O protesto em Tongren precedeu uma série de manifestações afavor da independência do Tibet em Lhasa, a partir de 10 demarço, e de uma agitação que se espalhou para outras áreastibetanas. A China acusa o Dalai Lama de ter orquestrado a violênciano Tibet e em outras áreas tibetanas do país, a fim depressionar a independência e arruinar os Jogos Olímpicos, cujasede este ano é a China. Mas o Dalai Lama negou as acusações, declarando-se contra ouso da violência, pedindo um diálogo com a China e apoiando asOlimpíadas. Telefonemas para o escritório do porta-voz do governoprovincial de Qinguai, em busca de comentários, não foramrespondidos. Separadamente, a Xinhua, agência de notícias oficial, disseque dois monges que participaram dos combates na província deGansu tinham "se rendido às autoridades". Desde o episódio de violência, as forças de segurançachinesas fecharam as partes de maioria tibetana no oeste daChina e impediram o acesso de turistas ao Tibet. A mídia oficial chinesa diz que a região será reaberta paraturistas em 1o de maio, mas, na quinta-feira, a porta-voz doMinistério das Relações Exteriores disse que a data não foiconfirmada. (Reportagem de Chris Buckley) REUTERS MR ES

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