Polícia chinesa mata dezenas de militantes após ataque em Xinjiang, diz agência

A polícia chinesa matou a tiros dezenas de pessoas que realizaram ataques com facas na manhã de segunda-feira em duas cidades de Xinjiang, região no oeste da China, informou a agência estatal de notícias Xinhua nesta terça-feira.

REUTERS

29 de julho de 2014 | 14h20

Um grupo armado com facas atacou primeiro uma delegacia de polícia e escritórios do governo na cidade de Elixku, no condado de Shache, segundo a agência, que citou como fonte a polícia local. Depois, alguns deles seguiram para a cidade vizinha de Huangdi, onde atacaram civis e quebraram e incendiaram seis veículos, disse a Xinhua.

"Os agentes da polícia no local do crime mataram a tiros dezenas de integrantes da turba", acrescenta a nota.

Segundo a agência, uma investigação inicial mostrou que se tratava de "ataque terrorista organizado e premeditado". Os mortos e feridos incluem não apenas uigures - a etnia local -, mas pessoas da etnia han, majoritária na China, diz a nota.

Shache, também conhecido pelo seu nome uigur, Yarkant, está localizada na parte sudoeste e fortemente uigur de Xinjiang, perto da fronteira da China com o Tajiquistão, Paquistão e Afeganistão.

Xinjiang é a região do povo uigur, de língua turca, afetada há anos pela violência, que as autoridades chinesas atribuem a militantes islâmicos ou separatistas que estariam empenhados em estabelecer um Estado independente chamado Turquestão Oriental.

Não ficou claro por que o ataque só foi divulgado nesta terça-feira, mais de um dia depois do ocorrido, embora o Partido Comunista da China, que valoriza a estabilidade acima de tudo, tenha o hábito de suprimir ou retardar a divulgação de uma má notícia.

(Reportagem de Megha Rajagopalan e Chen Aizhu)

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