Ng Han Guan/AP
Ng Han Guan/AP

Polícia chinesa reconhece ter matado 12 uigures em distúrbios

As autoridades de Urumqi aumentaram recentemente a 192 o número de mortos nos distúrbios étnicos

Efe,

19 de julho de 2009 | 06h16

A Polícia chinesa disparou contra e matou 12 "agitadores" em 5 de julho, nos distúrbios étnicos realizados em Urumqi, capital da região de Xinjiang e situada no noroeste da China, informou o governador regional em declarações reproduzidas pela agência Xinhua.

 

O governador, Nur Bekri, informou que os policiais dispararam contra os manifestantes, cuja etnia não foi especificada, depois que os tiros dados para o ar não surtiram efeito.

 

Dos 12, três morreram na hora, enquanto os outros nove morreram depois de receberem atendimento médico, disse Nur.

 

As autoridades de Urumqi aumentaram recentemente a 192 o número de mortos nos distúrbios étnicos. Segundo a imprensa oficial, a maioria dos que morreram eram chineses da etnia han (majoritária no país).

 

Os incidentes, qualificados por Pequim como as piores revoltas no país desde 1949, deixaram 1.600 feridos e mais de 1.400 uigures foram detidos.

 

Em 5 de julho, uma manifestação de uigures muçulmanos pedindo em Urumqi a investigação de um linchamento de membros da etnia em Cantão, sul da China, originou os tumultos.

 

O Governo chinês alega que uigures violentos atacaram de forma "cruel e desumana" chineses da etnia han, produzindo um massacre, mas os uigures acusam as autoridades chinesas de abrir fogo em protestos pacíficos.

 

O governador assegurou que a situação é cada vez mais estável e que, muito em breve, os cidadãos poderão fazer uso da internet.

 

"Durante os distúrbios, a internet e as mensagens de texto através dos telefones celulares se transformaram nos principais meios de comunicação dos agitadores e o Governo teve que cortar as linhas para restabelecer a ordem", defendeu Nur.

 

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou que esta medida faz parte da censura chinesa, tomada "para impedir a livre circulação da informação, o que representa uma séria violação ao direito de liberdade de expressão".

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