Polícia chinesa reprime novos protestos em Urumqi

A polícia chinesa lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar uma manifestação da etnia han em Urumqi, em meio ao acirramento da tensão étnica na província de Xinjiang, no noroeste da China. Milhares de policiais foram posicionados em pontos estratégicos de Urumqi depois de distúrbios ocorridos no fim de semana terem resultado na morte de pelo menos 156 pessoas.

AE, Agencia Estado

07 de julho de 2009 | 11h25

Apesar da repressão policial, milhares de hans conseguiram protestar hoje. Muitos deles levavam nas mãos tijolos, correntes e pedaços de pau e prometiam se vingar dos uigures, com quem travam uma disputa étnica na região. Autoridades locais afirmaram ter prendido 1.434 suspeitos de envolvimento nos ataques de muçulmanos uigures contra integrantes da etnia han no fim de semana.

Intensificando a repressão, autoridades locais confirmaram a limitação do acesso à internet em partes da cidade. "Nós cortamos as conexões à internet em algumas partes de Urumqi para debelar rapidamente os distúrbios e impedir que a violência se espalhe para outras áreas", disse Li Zhi, principal representante do Partido Comunista na cidade, à mídia estatal chinesa. Apesar disso, fotografias, vídeos e relatos dos distúrbios chegaram a ser publicados em sites populares como o Twitter (rede social e servidor para microblogging que permite aos usuários enviar textos de até 140 caracteres), o YouTube (site de compartilhamento de vídeos) e o Flickr (site de compartilhamento de imagens).

Autoridades locais informaram também que a polícia dispersou "mais de 200 desordeiros" que se reuniram ontem em frente à principal mesquita de Kashgar, uma cidade de Xinjiang situada a mais de mil quilômetros de Urumqi, a capital da província. De acordo com a agência de notícias "Xinhua", a polícia suspeita que algumas pessoas "tentam organizar mais distúrbios" em outras cidades de Xinjiang. A etnia han é majoritária na China, representando mais de 90% da população do país. Em Xinjiang, uma remota e montanhosa província autônoma do noroeste chinês, os hans são amplamente vistos como "opressores". As informações são da Dow Jones.

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