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Polícia frustra ataque suicida em estação de trem em Bruxelas

Homem foi morto após explodir artefato; esquadrão especializado faz detonação controlada de cinturão-bomba

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2017 | 16h44
Atualizado 20 de junho de 2017 | 20h31

BRUXELAS - A polícia da Bélgica matou nesta terça-feira um homem após uma pequena explosão na estação central de trens de Bruxelas. Ninguém ficou ferido na explosão, que causou poucos danos, mas provocou uma fuga precipitada do local, além de ter paralisado o tráfego ferroviário e as linhas de metrô. É o terceiro ataque consecutivo em três dias na Europa. 

No domingo, um galês jogou o carro sobre muçulmanos que saiam de uma mesquita em Londres, matando uma pessoa e ferindo outras dez. Na segunda-feira, um radical islâmico colidiu um automóvel cheio de explosivos com um veículo da polícia em Paris e foi morto.

 

Nesta terça-feira, em Bruxelas, um esquadrão antibombas realizou uma explosão controlada do cinturão-bomba que o homem usava e fez uma busca para checar se havia outros artefatos explosivos no sistema de trens.

As autoridades esvaziaram um amplo perímetro em volta da estação, localizada perto da famosa Grand Place, uma das mais antigas atrações da capital belga, considerada patrimônio da humanidade pela Unesco.

Em seu perfil no Twitter, a polícia de Bruxelas afirmou que a situação estava sob controle, mas não deu detalhes. Segundo o Corpo de Bombeiros, a explosão foi de “baixa intensidade” e não deixou vítimas.

Duas linhas de metrô que passam pela estação central tiveram sua circulação interrompida. A estação é uma das mais movimentadas da capital belga e fica perto de muitos hotéis e atrações turísticas. 

Segundo Nicolas van Herreweghen, que trabalha para a companhia de trens, o suspeito estava muito agitado, gritando sobre jihadistas. “Então, ele gritou ‘Allah Akbar’ (Deus é maior, em árabe) antes de detonar o explosivo que estava em uma mala."

Van Herreweghen disse que o homem aparentava ter entre 30 e 35 anos. As autoridades foram alertadas pelo condutor do trem, que viu pessoas correndo dentro da estação. 

Há pouco mais de um ano, em 22 de março de 2016, o sistema de transportes da Bélgica foi alvo de um duplo atentado terrorista com 32 mortos. O ataque começou no aeroporto de Zaventem, nos arredores de Bruxelas, onde dois terroristas explodiram seus cinturões-bomba perto do check-in da companhia aérea American Airlines. 

Pouco mais de uma hora depois, outro suicida detonou os explosivos que levava presos ao corpo na estação de metrô de Maelbeek, bairro da capital que abriga escritórios da União Europeia. Os três terroristas eram belgas e viviam no bairro de Molenbeek, um celeiro de grupos radicais islâmicos. / ANSA, AP e REUTERS

 

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