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Polícia da Europa combaterá propaganda do Estado Islâmico nas redes sociais

Uma pequena equipe policial varrerá a internet e tentará derrubar contas de membros destacados do grupo terrorista horas após sua descoberta, uma tentativa de prejudicar a máquina propagandística que se acredita enviar cerca de 100 mil tuítes por dia

O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2015 | 15h08

LONDRES - Uma unidade policial que abrangerá toda a Europa será criada no mês que vem com o objetivo de fechar contas de redes sociais usadas por militantes importantes do Estado Islâmico para fazerem propaganda e recrutar estrangeiros para sua causa, informou a polícia europeia (Europol, na sigla em inglês) nesta segunda-feira, 22.

A pequena equipe policial varrerá a internet e tentará derrubar contas de membros destacados do grupo terrorista horas após sua descoberta, uma tentativa de prejudicar a máquina propagandística que se acredita enviar cerca de 100 mil tuítes por dia.

“É uma estimativa razoável e indica a escala do problema que estamos enfrentando”, disse Rob Wainwright, diretor da Europol, que tem sede em Haia e que irá coordenar a unidade, em entrevista à rádio britânica BBC.

Até 5 mil pessoas do leste europeu podem ter viajado à Síria e ao Iraque, muitas para se juntar ao Estado Islâmico, despertando nos países europeus o temor generalizado de que seus cidadãos voltem radicalizados e dispostos a realizar atentados em sua terra natal.

Dois casos britânicos enfatizaram o atrativo da propaganda islâmica na semana passada: um jovem de 17 anos do norte da Inglaterra se tornou o homem-bomba mais precoce do Estado Islâmico em um ataque no Iraque, e três irmãs abandonaram seus maridos e são suspeitas de terem levado seus nove filhos para unir forças com os militantes na Síria.

Wainwright disse que a facção radical é tecnologicamente avançada e atua nas redes sociais como nenhum grupo militante havia feito até hoje.

A nova unidade policial, inicialmente composta de entre 10 e 20 policiais de toda a Europa, irá trabalhar com empresas de mídia social não identificadas para rastrear contas usadas por figuras proeminentes do Estado Islâmico em várias línguas. / REUTERS 

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