AP Photo/Jean-Francois Badias
AP Photo/Jean-Francois Badias

Polícia da França mata autor de ataque a tiros em Estrasburgo

Cherfi Chekatt foi encontrado em uma operação policial no distrito de La Meinau; ele atacou uma feira de Natal na cidade no dia 11

O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2018 | 18h35
Atualizado 14 Dezembro 2018 | 12h50

ESTRASBURGO - A polícia da França matou o autor do ataque terrorista que deixou 3 mortos na feira de Natal na cidade de Estrasburgo, perto da fronteira com a Alemanha. Cherfi Chekatt, de 29 anos, foi morto pouco depois das 21 horas (18 horas em Brasília) após uma troca de tiros em um depósito em Meinau, perto do bairro de Neudorf. 

Com uma arma automática e uma faca, ele atacou várias pessoas no centro de Estrasburgo na noite de terça-feira. Chekatt matou 3 pessoas e feriu outras 13 após disparar contra os frequentadores do mercado de Natal, um dos mais antigos e tradicionais da Europa.

 A agência de propaganda do Estado Islâmico, Amaq, disse nesta quinta-feira que Chekatt era um "soldado" do grupo. Segundo o comunicado, captado pelo grupo SITE, que monitora redes extremistas no planeta, Chekatt "fazia parte dos soldados do Estado Islâmico e realizou esta operação respondendo ao chamado para atacar cidadãos da coalizão internacional" que combate o EI na Síria e no Iraque.

O procurador da república, Rémy Heitz, que coordena o programa antiterrorismo da França, esteve no local do ataque. A procuradoria participa da investigação do caso, tratado como um ato de terrorismo. “O atirador escapou em um táxi para outra parte da cidade, evitando a captura”, disse Heitz. “Depois, ele se deparou com mais policiais, que atiraram em sua direção, mas perdemos o rastro dele.”

Chekatt nasceu em 24 de fevereiro de 1989, em Estrasburgo. Ele era bastante conhecido dos serviços de segurança e da Justiça francesa por ter praticado crimes comuns, principalmente por envolvimento em roubos. 

Chekatt tinha uma longa ficha criminal, com 67 registros, incluindo 27 condenações em França, Alemanha e Suíça. Ele entrou na lista de suspeitos dos serviços de inteligência da França há dois anos, em razão de sua radicalização islâmica. Testemunhas o ouviram gritar “Deus é grande” no momento dos ataques.

Na manhã da terça-feira, a casa dele tinha sido alvo de uma busca policial relacionada a um assalto, mas ele não estava no local, onde granadas foram encontradas. Cinco pessoas próximas a Chekatt, incluindo seu pai e sua mãe, foram presas pela polícia ontem.

De acordo com a Associated Press, 700 policiais estavam envolvidos em uma operação para localizá-lo. Desde o dia do ataque, havia a suspeita de que ele estaria no bairro de Neudorf, onde as buscas estavam concentradas. O atirador tinha sido ferido com um tiro no braço. Por isso, a polícia acreditava que ele não teria conseguido ir muito longe do mercado. Ainda assim, a vigilância na fronteira com a Alemanha tinha sido reforçada e a polícia alemã colaborou com os franceses. / AFP, EFE e REUTERS

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