EFE/EPA/VLN NIEUWS
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Polícia da Holanda abre fogo e fere 7 manifestantes em ato contra restrições sanitárias

Policiais foram atacados com fogos de artifício e centro de Roterdã teve lojas destruídas

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2021 | 11h15

HAIA, HOLANDA - A polícia abriu fogo contra os manifestantes e sete pessoas ficaram feridas durante atos no centro de Roterdã contra restrições sanitárias em razão de um novo surto de covid-19 na noite de sexta-feira, 19. 

O prefeito Ahmed Aboutaleb disse na manhã deste sábado, 20, que "em várias ocasiões a polícia sentiu que era necessário sacar suas armas para se defender".  Vídeos mostram manifestantes atacando lojas do centro da idade portuária, provocando incêndios e jogando pedras e fogos de artifício nos oficiais. Aboutaleb classificou o protesto de "orgia de violência". 

Ele não deu detalhes sobre o estado das vítimas. Vários policiais também ficaram feridos e houve a prisão de dezenas prenderam dezenas de pessoas e haverá mais detidos depois que as autoridades tiverem acesso a imagens de câmeras de segurança, disse Aboutaleb. De acordo com um comunicado da polícia local, a manifestação começou na rua Coolsingel e "terminou em distúrbios". "Fogos de artifício foram lançados e a polícia disparou vários tiros de alerta."

O governo tenta aprovar uma lei introduzir uma lei que permite a entrada em locais públicos somente para pessoas que estão totalmente vacinadas ou já se recuperaram da covid-19 - o que excluiria holandeses com teste negativo. O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, anunciou há uma semana um lockdown parcial, especialmente aos bares e restaurantes - que agora têm de fechar às 20 horas. A medida vale até 4 de dezembro.

Somente nesta sexta-feira, o país registrou 21 mil novos casos da doença.

Fotos da confusão mostram pelo menos um carro da polícia incendiado e outro com o parabrisa destruído após ser atingido por uma bicicleta atirada por manifestantes.

A tropa de choque usou canhões de água e o protesto foi esvaziado por volta da meia-noite no horário local.

Esse foi um dos protestos mais violentos na Holanda desde que restrições sanitárias impostas pelo governo para conter casos de coronavírus. Em janeiro, manifestantes também atacaram a polícia e incendiaram as ruas de Rotterdam depois que o toque de recolher entrou em vigor.

O ministro da Justiça, Ferd Grapperhaus, condenou os eventos. “Os motins e a violência extrema contra policiais e bombeiros, na noite passada em Rotterdam, são nojentos”, disse ele. “Protestar é um grande direito em nossa sociedade, mas o que vimos na noite passada é simplesmente um comportamento criminoso. Não tem nada a ver com uma manifestação”, acrescentou.

Policiais são deslocados para ajudar tropa de Roterdã

Unidades policiais de todo o país foram para Rotterdam para ajudar a controlar a situação. A imprensa local noticiou que gangues de hooligans estiveram envolvidas nos distúrbios.

Um vídeo que circulou em redes sociais e divulgado pela emissora holandesa NOS parecia mostrar uma pessoa sendo baleada em Rotterdam, mas não houve nenhuma declaração sobre as imagens. A polícia disse em um tuíte que “ainda não está claro como e por quem” essa pessoa aparentemente foi baleada.

Foi aberta uma investigação independente sobre os tiroteios, como acontece sempre que a polícia holandesa usa suas armas.

O partido Leefbaar Rotterdam condenou a violência em um tuíte.  “O centro de nossa bela cidade se transformou esta noite em uma zona de guerra”, disse. “Rotterdam é uma cidade onde você pode discordar de coisas que acontecem, mas a violência nunca, nunca, é a solução.” / AP e AFP

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