Mahesh Kumar A. / AP
Mahesh Kumar A. / AP

Polícia da Índia mata quatro homens acusados de estupro coletivo e morte de jovem

Veterinária de 27 anos foi sequestrada em 27 de novembro e encontrada com o corpo carbonizado; caso provocou indignação no país

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2019 | 06h45

NOVA DÉLHI - A polícia da Índia anunciou nesta sexta-feira, 6, que matou quatro homens acusados de estupro coletivo e morte de uma mulher de 27 anos durante a reconstituição de um crime que provocou indignação no país. 

Os quatro suspeitos foram mortos quando tentavam fugir durante a reconstituição na cidade de Hyderabad, ao sul do país. 

"Eles foram mortos a tiros. Tentaram roubar as armas dos guardas, mas foram mortos", disse Prakash Reddy, vice-comissário da polícia de Hyderabad. "Chamamos uma ambulância, mas morreram antes da chegada dos médicos."

Estupro e morte de veterinária

Os quatro homens foram detidos na semana passada e acusados pelo estupro e morte de uma veterinária, que teve o corpo queimado.

De acordo com a polícia, a vítima foi sequestrada no dia 27 de novembro à noite, quando tentava ligar sua moto. Os quatro homens haviam furado um dos pneus momentos antes e, quando a jovem apareceu, ofereceram ajuda. 

A vítima ligou para a irmã e contou sobre os problemas da moto e o grupo que ofereceu ajuda, mas afirmou que estava com medo, contou a irmã à polícia. Ela tentou ligar de volta, mas o telefone estava desligado.

O corpo carbonizado da vítima foi encontrado no dia seguinte debaixo de uma ponte. Os criminosos usaram gasolina e atearam fogo, de acordo com a polícia.

Indignação 

Apesar da rápida detenção dos quatro suspeitos, o caso provocou indignação no país, onde a violência sexual é destaque frequente nos jornais. O estupro coletivo de uma estudante em um ônibus em Nova Délhi em 2012 provocou comoção internacional. 

No sábado, a polícia dispersou centenas de manifestantes que tentavam entrar na delegacia onde os quatro estavam detidos.

No Parlamento do país, a deputada Jaya Bachchan afirmou que os culpados deveriam ser "linchados em público".

De acordo com os últimos números oficiais, mais de 33 mil estupros foram registrados no país em 2017, com 10 mil vítimas menores de idade. / AFP

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