Polícia da Índia prende cem manifestantes tibetanos

Autoridades dizem que detidos violaram a proibição de realizar "atividades antichinesas" em território indiano.

ABHISHEK MADHUKAR, REUTERS

13 de março de 2008 | 10h38

A polícia indiana prendeu nesta quinta-feira, 13, cerca de cem tibetanos que tentavam realizar uma passeata até a fronteira com a China para reivindicar a independência da sua região e protestar contra a realização da Olimpíada de Pequim.         Foto: AP Os manifestantes - entre os quais havia também alguns estrangeiros - foram colocados em veículos policiais, um a um, após se sentarem numa estrada para protestar contra o bloqueio policial que impedia a continuação de sua marcha na localidade de Dehra. A passeata começou na segunda-feira em Dharamsala, sede do "governo tibetano no exílio", como parte de protestos globais para marcar o 49. aniversário de uma rebelião contra o domínio chinês no Tibete.     Foto: AP A polícia indiana já havia avisado os manifestantes que eles não poderiam sair do distrito de Kangra, Estado de Himachal Pradesh, até segunda ordem. "A marcha vai continuar e estamos determinados. Cada um de nós. Ninguém pode nos parar, vamos chegar à nossa pátria", disse Lobsang Yeshi, coordenador-chefe da marcha. As autoridades disseram que os manifestantes violaram a proibição de realizar "atividades antichinesas" em território indiano. Com a aproximação da Olimpíada de Pequim, os tibetanos tentam readquirir liberdade de movimentos e protestar contra o que consideram uma ocupação ilegal de sua pátria pelos chineses. Nesta semana, milhares de policiais chineses usaram gás lacrimogêneo para dispersar mais de 600 monges que participavam pelo segundo dia de uma rara manifestação nas ruas tibetanas. O Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos, rejeita a acusação da China de que ele tenta sabotar a Olimpíada, pois afirma que sempre defendeu o direito de Pequim receber os Jogos.

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