AP Photo/Dita Alangkara
AP Photo/Dita Alangkara

Polícia da Indonésia diz que ataque em Jacarta foi financiado pelo EI

Chefe da polícia nacional diz que operação foi bancada por Bahrun Naim, indonésio que luta pelo grupo terrorista na Síria; três suspeitos foram detidos para averiguação nesta sexta

O Estado de S. Paulo

15 Janeiro 2016 | 10h10

JACARTA - A polícia da Indonésia afirmou nesta sexta-feira, 15, que o ataque com armas e bombas no centro de Jacarta, capital do país, na quinta-feira foi financiado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI) . Também nesta sexta, três homens foram presos por suspeita de terem colaborado com a ação, mas foram soltos depois de serem interrogados, segundo a imprensa local.

De acordo com chefe da polícia nacional da Indonésia, Badrodin Haiti, o "operador" do atentado no país foi Bahrun Naim, um indonésio que passou um ano na prisão por posse ilegal de armas, em 2011, e atualmente está na Síria combatendo ao lado do EI. Haiti não deu mais detalhes sobre a investigação.

O chefe da polícia também identificou um dos cinco atiradores mortos na ação como Sunakim, condenado a sete anos de prisão por envolvimento com treinamento de estilo militar por terroristas no território de Aceh, mas que foi solto antes do fim de sua pena.

Na noite de quinta-feira o grupo jihadista havia divulgado mensagem assumindo a autoria do ataque, em que duas pessoas - um indonésio e um canadense -, além de cinco terroristas foram mortas. Outras 20 pessoas ficaram feridas na troca de tiros e na explosão de bombas caseiras em uma unidade da rede de cafeteria Starbucks e em uma cabine de polícia.

Prisões. Nas primeiras horas desta sexta-feira, a polícia prendeu em Depok, nos arredores de Jacarta, três homens suspeitos de terem colaborados com o ataque de quinta-feira. 

Eles seriam um fabricante de bombas, um especialista e um pregador religioso, mas de acordo com a imprensa indonésia, os três foram liberados depois de serem interrogados e de a polícia comprovar que não tinham relação com o ato terrorista. 

Outras operações estavam em andamento na províncias de Java, Kalimantan e Sulawesi com base em evidências coletadas nos locais do ataque, disse o porta-voz da polícia nacional, Anton Charliyan. 

"Temos certeza de que foi uma ação do ISIS porque encontramos uma bandeira do grupo na casa de um dos suspeitos", disse Charliyan. "Esperamos capturar outros membros do grupo em breve." / REUTERS, AP, EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.