EFE/Fazry Ismail
EFE/Fazry Ismail

Polícia da Malásia apreende objetos durante operação na casa de ex-premier

Apreensão ocorreu uma semana após partido de Najib Razak ser derrotado nas eleições

O Estado de S.Paulo

17 Maio 2018 | 03h13

A polícia da Malásia retirou, nesta quinta-feira (data local), 17, vários objetos pessoais da residência do ex-primeiro-ministro, Najib Razak, após uma operação de busca e apreensão, uma semana depois dele perder o cargo após a derrota de seu partido nas eleições.

Diversas viaturas policiais participaram da ação que teve início na noite de quarta-feira, 16, e terminou na madrugada na casa do ex-premier, em Kuala Lumpur.

Seu advogado, Harpal Singh Grewal, disse que os agentes levaram bolsas, roupa e presentes, entre outros itens, mas nenhum documento, segundo a agência de notícias "Bernama". "Acreditamos que (a operação) foi realizada sob a lei de combate a lavagem de dinheiro", disse o advogado, garantindo que Najib e sua família cooperaram com a polícia durante a ação que terminou sem detenções.

Harpal acrescentou que a polícia também esteve em outra residência de Najib na cidade, onde os agentes saíram com várias caixas.

O novo primeiro-ministro, Mahathir Mohamad, deu a ordem para que Najib e sua esposa, Rosmah Mansor, suspeitos de corrupção, deixassem o país.

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Em 2015, uma reportagem revelou o desvio de US$ 681 milhões do fundo estatal 1Malaysia Development Berhad (1MDB) para as contas privadas de Najib. O ex-líder atribuiu o dinheiro a uma doação de um príncipe saudita e foi inocentado de qualquer irregularidade tanto pelo 1MDB como pelo procurador-geral Mohammed Apandi Ali, que assumiu o cargo poucas semanas depois do escândalo vir à tona.

O antecessor de Apandi, Abdul Gani Patail, se reuniu na última terça-feira, 15, com Mahathir, onde garantiu que preparava a apresentação de acusações contra Najib quando foi afastado do cargo, segundo o jornal "The Star".

Uma auditoria da 1MDB, desqualificada esta semana, também detectou várias irregularidades na gestão do fundo, cujo suposto peculado e desvio de recursos é objeto de investigação judicial em vários países, incluindo os Estados Unidos, Suíça e Cingapura. /EFE

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