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Polícia da Malásia encontra 139 covas em 28 campos clandestinos de imigrantes

Algumas das valas, localizadas perto da fronteira com a Tailândia, tinham mais de um corpo e vários apresentavam sinais de tortura

O Estado de S. Paulo

25 de maio de 2015 | 09h31

WANG KELIAN, MALÁSIA - A Malásia encontrou 139 covas, algumas contendo corpos com sinais de tortura, em mais de duas dezenas de acampamentos de traficantes de seres humanos que teriam sido utilizados por quadrilhas de contrabando de imigrantes através da fronteira com a Tailândia, disse o chefe de polícia do país nesta segunda-feira, 25.

As densas selvas do sul da Tailândia e do norte da Malásia têm sido uma importante rota para contrabandistas levarem as pessoas para o Sudeste Asiático por barco, a maioria procedentes de Bangladesh ou muçulmanos da etnia rohingya, que dizem estar fugindo de perseguição do governo em Mianmar.

"É uma cena muito triste. Para nós, uma cova já seria sério. Encontramos 139", disse o inspetor-geral de polícia da Malásia, Khalid Abu Bakar, no Estado de Perlis, norte do país. "Estamos trabalhando estreitamente com os nossos colegas da Tailândia. Nós vamos encontrar as pessoas que fizeram isso."

A descoberta sinistra ocorre depois de terem sido encontradas covas rasas semelhantes no lado tailandês da fronteira, no início deste mês, o que ajudou a desencadear uma crise regional. Após a repressão aos acampamentos por autoridades tailandesas, os traficantes abandonaram milhares de migrantes em barcos frágeis no Golfo de Bengala e no mar de Andaman.

"Ficamos chocados com a crueldade", disse Khalid, descrevendo condições nos 28 acampamentos abandonados, espalhados ao longo de um trecho de 50 quilômetros da fronteira com a Tailândia, em torno do qual os túmulos foram encontrados em uma operação que começou no dia 11. / REUTERS e EFE

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