REUTERS/Jorge Cabrera
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Polícia da Nicarágua prende vigilante particular acusado da morte da estudante brasileira

Segundo comunicado, uma arma de grosso calibre, uma carabina M4, foi apreendida; colegas de Raynéia e opositores afirmam que ela foi morta por paramilitares

Maryórit Guevara, especial para O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2018 | 16h29

MANÁGUA - A Polícia Nacional da Nicarágua comunicou nesta sexta-feira, 27, que prendeu o vigilante particular Pierson Gutiérrez Solís, de 42 anos, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a estudante de medicina brasileira Raynéia Gabrielle Lima, de 30 anos. 

O comissário César Cuadra leu a nota de imprensa da polícia na emissora governista Canal 4, revelando que o detido foi apreendido com uma arma de fogo tipo carabina M4, mas não forneceu detalhes sobre o momento do assassinato. Colegas de Raynéia e opositores afirmam que ela foi morta por paramilitares que fazem a segurança da região Lomas de Montserrat, onde vivem alguns políticos nicaraguenses. 

A nota da polícia termina dizendo que "o processo de investigação, o detido e as evidências serão enviados às autoridades competentes". 

Até o momento, o paradeiro do carro de placa M 170-620, que Raynéia dirigia quando foi morta, é desconhecido. Além disso, o namorado da estudante, aparentemente a única testemunha do crime, não foi localizado. É possível que ele esteja escondido justamente por ter sido a única testemunha presencial do caso.

A morte de Raynéia ocorreu por volta das 11 horas da noite da segunda-feira 23, quando ela  voltava para casa após sair do plantão médico. 

Em Lomas de Montserrat, paramilitares vigiavam a casa de Francisco López, tesoureiro da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FLSN) e ex-gerente do Albanisa. Segundo vizinhos, uma série de tiros foi ouvida na noite em que a estudante foi morta. No entanto, as autoridades policiais falam de um único disparo de arma de fogo.

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