Michael Schade / AFP
Michael Schade / AFP

Nº de mortos por erupção de vulcão na Nova Zelândia vai a 6; polícia abre investigação

Oito pessoas ainda estão desaparecidas; autoridades acreditam que medidas de segurança podem ter sido violadas

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2019 | 03h59
Atualizado 10 de dezembro de 2019 | 07h39

WHAKATANE, NOVA ZELÂNDIA - A polícia da Nova Zelândia disse nesta terça-feira, 10, que um dos feridos com a erupção do vulcão White Island, na véspera, morreu em um hospital de Auckland, elevando o número de vítimas para seis.

Cerca de 30 pessoas permanecem hospitalizadas, muitas delas com queimaduras graves. Autoridades acreditam que outros oito corpos ainda estão na área do vulcão, mas que é muito perigoso tentar recuperá-los neste momento.

A polícia local informou que abriu uma investigação criminal para apurar os detalhes da erupção vulcânica. Oito pessoas estão desaparecidas.

Para Entender

Casal de brasileiros escapa por pouco de vulcão em erupção na Nova Zelândia

Dupla relata que deixou local 10 minutos antes de explodir; segundo ela, passeio quase foi cancelado pois, no dia anterior, foi detectada uma atividade vulcânica

O vice-comissário de polícia, John Tims, não entrou em detalhes sobre a investigação, mas disse que ela será feita em paralelo ao trabalho dos órgãos reguladores de saúde e segurança.

Medidas de segurança violadas

O anúncio indica que as autoridades acreditam que medidas de segurança possam ter sido violadas. Muitas pessoas se questionam por que os turistas ainda podiam acessar a ilha, mesmo após especialistas em monitoramento sísmico terem aumentado o nível de alerta do vulcão em novembro.

"Essas perguntas devem ser feitas e respondidas", afirmou a primeira-ministra Jacinda Ardern. "Para aqueles que perderam ou estão buscando parentes e amigos, compartilhamos sua tristeza e ficamos arrasados​'', disse ela.

Especialistas dizem que há 50% de chance de outra pequena erupção acontecer entre terça e quarta-feira, tornando muito perigoso o retorno das equipes de busca à ilha.

A premiê do país afirmou que as aeronaves não viram sobreviventes, e Tims explicou que as tentativas de enviar drones ao local foram impedidas em razão das condições de vento. A erupção gerou uma nuvem de vapor e cinzas que pode ter alcançado 3.660 metros de altura. 

Russell Clark, um paramédico de terapia intensiva, ressaltou que a cena parecia o desastre nuclear de Chernobyl, "apenas coberto de cinzas". "Eu só posso imaginar como era para as pessoas lá na hora - elas não tinham para onde ir", disse ele.

Muitos dos visitantes da ilha no momento da explosão eram australianos, e Jacinda afirmou que neozelandeses e turistas dos Estados Unidos, China, Reino Unido e Malásia também foram afetados. Alguns dos visitantes eram passageiros do navio de cruzeiros da Royal Caribbean, Ovation of the Seas.

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, disse que 11 australianos não foram encontrados e 13 foram hospitalizados. Suspeita-se que três estejam entre os cinco mortos confirmados inicialmente, disse ele a repórteres em Sydney. "Temo que notícias piores estejam por vir." / AP

Tudo o que sabemos sobre:
Nova Zelândia [Oceânia]vulcão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.