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Polícia da Rússia prende religioso que queria exorcizar Putin

Homem viajaria oito mil quilômetros a pé para expulsar "demônio"

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2019 | 16h47

MOSCOU - A polícia russa prendeu nesta quinta-feira, 19, um xamã que prometia exorcizar o presidente do país, Vladimir Putin, o qual chamava de "demônio". Alexandre Gabychev foi detido em uma rodovia próxima ao lago Baikal, no sul da Sibéria, a quase cinco mil quilômetros de Moscou.

Conforme as autoridadades russas, o xamã era procurado por ter cometido um crime em Yakutsk, capital da república de Iacútia. Não foram fornecidos mais detalhes sobre o crime. Ele foi enviado de volta à cidade.

O xamã viajava a pé desde março, quando saiu de Yakutsk. Ele pretendia chegar à Moscou em 2021. O percurso completo levaria pelo menos oito mil quilômetros — até sua prisão, Gabychev havia andado mais de três mil. Pelo caminho, o homem conquistou vários discípulos e ainda mantinha um canal no YouTube.

O xamanismo é uma crença ancestral que busca a comunicação com o sagrado e o mundo espiritual, muito comum entre povos siberianos. O líder espiritual dessas comunidades é chamado de xamã.

A Anistia Internacional condenou a prisão de Gabychev. "As ações do xamã podem ser excêntricas, mas a resposta das autoridades russas foram grotescas", disse a Diretora da Anistia na Rússia, Natalia Zviagina, em comunicado oficial. "Ele deve ser liberado para expressar sua visão política e exercer sua religião como qualquer pessoa", completou.

Questionado sobre a prisão, o governo russo afirmou que é "impossível rastrear todos os casos criminais na Rússia". / REUTERS, AFP

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