Polícia da Suécia qualifica explosões em Estocolmo como 'atentado terrorista'

Única vítima fatal seria o próprio executor do ataque; polícia recebeu email ameaçador antes da detonação

Agências Internacionais

12 de dezembro de 2010 | 08h40

Vítima seria o suposto terrorista, segundo a polícia.

 

ESTOCOLMO - As duas explosões que atingiram uma rua movimentada no centro de Estocolmo neste sábado, 11, foram atos de terrorismo provocado por uma única pessoa, após a circulação de e-mails com ameaças, informaram autoridades suecas neste domingo, 12. Esse seria o primeiro ataque do gênero no país.

 

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A polícia sueca evitou classificar o atentado como um ataque suicida, embora o único morto na ação tenha sido o executor do plano, que deixou outras duas pessoas feridas.

 

Uma agência de notícias sueca informou ter recebido, por e-mail, uma ameaça um pouco antes das explosões. O autor da mensagem dizia que havia visitado o Oriente Médio para a "guerra santa" (jihad) e se referiu aos soldados suecos no Afeganistão e a uma caricatura do profeta Maomé que enfureceu o mundo muçulmano.

 

A polícia está investigando os ataques como "um crime de terror", disse o porta-voz, Anders Thornberg. "Quando examinamos os critérios existentes e a série de eventos que já ocorreram, se encaixa bem na descrição de um crime de terror", disse Thornberg.

 

O ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, descreveu o ataque como "a mais preocupante tentativa de ataque terrorista". Bildt comentou, em uma mensagem no Twitter, que a tentativa "falhou, mas poderia ter sido realmente catastrófica".

 

"Até onde sabemos, parece que ele trabalhou sozinho, mas ainda estamos investigando a existência de outros envolvidos", disse Thornberg, que não quis aprofundar suas declarações. Ele adiantou, no entanto, que a polícia tem "uma visão totalmente clara sobre isso", mas não iria compartilhar a informação. "Se é um ataque suicida, então é a primeira vez na Suécia", acrescentou.

 

De acordo com a imprensa europeia, o terrorista seria um homem de 29 anos da pequena cidade de Tranas, a 200 quilômetros de Estocolmo, identificado como

 

Pânico. As explosões causaram pânico entre consumidores que faziam compras para as festas natalinas. Dez minutos antes das explosões, a agência sueca de notícias TT recebeu e-mail que dizia "chegou a hora de agir". Segundo a agência de notícias, a mensagem se referia ao silêncio da Suécia sobre o desenho do artista Lars Vilks, de 2007, mostrando o profeta Maomé como um cachorro, além da presença do país no Afeganistão, para onde enviou cerca de 500 soldados na força da Otan.

 

"Agora suas crianças, filhas e irmãs devem morrer como nossos irmãos, irmãs e crianças estão morrendo", citou a agência de notícias.

 

A Suécia não alterou seu alerta de segurança, que permaneça como "elevado" - dois patamares abaixo do nível máximo -, mas a polícia aumentou as rondas em Estocolmo.

 

O Reino Unido, que sofreu ataques semelhantes no passado, informou estar em contato com a Suécia.

 

"Outras capitais europeias devem estar preocupadas com o fato de isso ter acontecido em uma capital a poucos dias do Natal", disse Claude Moniquet, uma especialista em segurança do Centro Europeu de Inteligência Estratégica. Segundo ela, o ataque "pode funcionar um sinal para que outros terroristas detonem seus planos neste momento".

 

Texto atualizado às 17h45, com informações das agências Reuters e Associate Press

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