Navesh Chitrakar/Reuters
Navesh Chitrakar/Reuters

Polícia de Chicago investiga denúncia de estupro coletivo

Menina de 15 anos teria sido abusada por cinco ou seis garotos em uma ação transmitida ao vivo no Facebook; 40 pessoas assistiam à transmissão, mas nenhuma delas notificou as autoridades

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2017 | 11h25

CHICAGO, EUA - A polícia de Chicago investiga o caso de uma menina de 15 anos que teria sido estuprada por cinco ou seis garotos e cuja ação foi transmitida ao vivo no Facebook. No momento da transmissão, 40 pessoas assistiam ao vídeo, mas nenhuma delas denunciou o caso aos policiais, segundo autoridades.

Essa é a segunda vez nos últimos meses que o Departamento de Polícia de Chicago investiga um aparente ataque transmitido ao vivo na rede social. Em janeiro, quatro pessoas foram presas após um vídeo gravado com um telefone celular mostrar o grupo agredindo um homem com deficiência mental.

Os agentes só souberam do ação depois que a mãe da garota envolvida abordou o diretor do departamento policial, o superintendente Eddie Johnson, na tarde de segunda-feira, explicou o porta-voz do setor, Anthony Guglielmi. Ela relatou que sua filha estava desaparecida desde domingo e mostrou a ele imagens capturadas da internet do suposto estupro.

Guglielmi afirmou que Johnson ordenou imediatamente a investigação do caso e o departamento pediu ao Facebook que retirasse o vídeo do ar.

O porta-voz também disse que na terça-feira 21 os detetives encontraram a menina e reuniram-na com a família. A jovem informou que conhecia ao menos um dos agressores, mas ainda não se sabe o quão bem os dois se conheciam. Até o momento, ninguém é considerado suspeito ou foi preso, mas diversas pessoas estão sendo interrogadas.

Investigadores viram que haviam 40 pessoas assistindo à exibição, mas nenhuma delas denunciou o caso. Para saber quem eles são, os agentes teriam que intimar o Facebook e “provar a ligação com uma atividade criminal” para obter a informação, disse Guglielmi.

A porta-voz da rede social, Andrea Saul, afirmou que não tem nenhum comentário específico sobre o incidente em Chicago, mas a empresa assumirá sua “responsabilidade seriamente para manter as pessoas seguras no Facebook”. “Crimes como esse são terríveis e não permitimos esse tipo de conteúdo”, disse. / ASSOCIATED PRESS

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