Polícia de Hong Kong enfrenta manifestantes pró-democracia

A polícia entrou em confrontocom grupos de manifetantes pró-democracia neste domingo, poucodepois de o presidente chinês, Jiang Zemin, chegar a Hong Kongpara comemorar o quinto aniversário da entrega da ex-colôniabritânica à China. Previamente, dirigentes da seita espiritual Falun Gongse queixaram de que havia sido proibido o acesso de mais de 90de seus membros à zona onde esperavam protestar diante de JiangZemin durante as cerimônias das quais o mandatário chinês deveráparticipar na segunda-feira - que incluem a posse do chefe doExecutivo local, Tung Chee-hwa, em mais um mandato. Os ativistas pró-democracia exigiam informações sobre omassacre na Praça da Paz Celestial de Pequim, em 1989, e tambémque se ponha fim à "ditadura de um único partido" na China. A polícia estava a postos para receber os manifestantesapós ter sido avisada dos protestos. As duas partes trocaramempurrões e alguns manifestantes foram derrubados, mas não houveprisões nem ferimentos. "Abaixo Jiang Zemin", gritavam os ativistas. "AbaixoTung Chee-hwa". Em discurso pornunciado durante um banquete privado,Tung disse que Hong Kong abriu "um novo capítulao em suahistória" quando a bandeira britânica foi substituída pelabandeira chinesa em 1º de julho de 1997. Os críticos afirmam que Tung mantém um alto índice depopularidade e por isso não tem demonstrado nenhuma intenção detransformar Hong Kong em uma democracia plena. A agência estatal Xinhua (Nova China) divulgou partes deum discurso de jiang, em que o presidente chinês diz que em HongKong foi aplicado com êxito o modelo de "um país, doissistemas" de governo que coloca a China no controle da antigacolônia e, ao mesmo tempo, permite em grande parte sua autonomialocal e maior liberdade. Mas muitos habitantes de Hong Kong temem que asliberdades estejam sendo restringidas.

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