AP Photo/Ng Han Guan
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Polícia de Hong Kong recua diante de ataque de estudantes

Agentes entram brevemente em universidade ocupada por manifestantes, mas recuam por barricada com fogo e coquetéis molotov

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2019 | 22h48

HONG KONG - A polícia de Hong Kong invadiu na madrugada desta segunda-feira (noite de domingo em Brasília) brevemente o câmpus da Universidade Politécnica na área de Kowloon que tinha sido ocupado por manifestantes anti-governo, jogando bombas de gás lacrimogêneo contra os estudantes que tentavam escapar e fazendo prisões. Mas teve de recuar quando os estudantes atearam fogo a uma barricada e lançaram coquetéis molotov. 

Muitos estudantes escalaram as grades da universidade para entrar novamente e não serem presos. Momentos antes, o diretor da universidade, Jin-Guang Teng, tinha dito aos manifestantes que a polícia tinha concordado em suspender o uso da força após uma noite de confrontos, nos quais os jovens usaram coquetéis molotov e até flechas, que acabaram ferindo um agente na perna. 

A polícia ameaçou responder com munição real se manifestantes continuassem usando armas letais e cometessem outros atos de violência. A corporação divulgou ontem uma nota pedindo aos manifestantes que parem de usar armas letais para atacar policiais.

Um veículo blindado da polícia foi incendiado por coquetéis molotov quando tentava liberar o acesso a uma ponte ocupada por militantes perto da universidade. As forças de segurança usaram jatos d’água e gás lacrimogêneo contra os manifestantes. 

Desde junho Hong Kong é cenário de um movimento sem precedentes contra a interferência de Pequim no território semiautônomo de 7,5 milhões de habitantes. A crise entrou em uma nova fase esta semana, mais radical, com a adoção pelos manifestantes de uma estratégia que consiste em multiplicar os bloqueios e os atos de vandalismo, com o objetivo de testar a capacidade da polícia. 

A mobilização pró-democracia começou em junho com a rejeição a um projeto de lei que autorizaria extradições à China. O texto foi retirado em setembro, mas os manifestantes ampliaram suas reivindicações, que incluem o sufrágio universal. / AFP, REUTERS e EFE

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