Polícia de Londres busca suspeitos com ajuda da tecnologia

Autoridades testam sistema de reconhecimento facial que será usado na Olimpíada de 2012

Assocaited Press

11 de agosto de 2011 | 21h04

Polícia realizou batidas nesta quinta para buscar suspeitos

 

LONDRES - A polícia de Londres está usando um sistema de reconhecimento facial para identificar os suspeitos de envolvimento nos distúrbios que ocorreram na capital e em outras cidades britânicas nos últimos dias, informou nesta quinta-feira, 11, um oficial da Scotland Yard. Os aparelhos estão sendo testados para a estratégia de segurança da Olimpíada de 2012, que ocorrerá na cidade.

 

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Andy Trotter, chefe da Polícia de Transportes, porém, afirmou que o sistema é apenas uma fração do esforço das autoridades no reconhecimento dos suspeitos. Segundo ele, as pistas vêm dos meios tradicionais, como imagens de câmeras de circuito interno, fotos tiradas por policiais e civis e gravações de emissoras.

 

"Há uma imensidão de evidências. O público está tão engajado que as pessoas normalmente não se empenham em nos ajudar, especialmente se eles veem seus vizinhos voltando para casa com televisores novos", disse Trotter em entrevista por telefone.

 

O sistema, apesar de moderno, não é tão efetivo quanto parece. Um oficial disse que "é preciso ter uma boa foto do suspeito e só é útil se há outra imagem para comparar. Em outras palavras, o suspeito tem que ter uma ficha criminal". A fonte falou sob condição de anonimato.

 

Para tentar identificar os indivíduos envolvidos nos tumultos, a polícia publicou na internet dezenas de fotos e vídeos. A página á recebeu milhares de visitas e algumas das imagens ainda foram publicadas em jornais. As autoridades prenderam mais de mil pessoas em todo o país, sendo mais de 800 em Londres.

 

As começaram no sábado, nas nos últimos três dias a polícia conseguiu garantir um clima de relativa calma em Londres. Apesar disso, o primeiro-ministro David Cameron disse ao Parlamento nesta quinta que considera acionar o Exército se casos como os desta semana voltarem a ocorrer. "É responsabilidade do governo assegurar que qualquer contingência futura seja avaliada, incluindo se há tarefas que o Exército pode assumir que possam liberar mais policiais para a linha de frente", disse.

 

O estopim da revolta foi a morte de um vigia, baleado pela polícia em Tottenham, no norte da capital. Alguns britânicos dizem que os distúrbios eram uma forme de protestos pelas condições financeiras ruins de algumas regiões, enquanto outros acreditam que as pessoas se uniram aos protestos apenas para ter a oportunidade de saquear. Uma pessoa morreu baleada e outras três, atropeladas durante a semana.

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