Yuri Maltsev/Reuters
Yuri Maltsev/Reuters

Polícia de Moscou ameaça deter manifestantes da oposição

Grupo convoca manifestações periódicas em defesa do direito de protestar; prefeitura diz que irá reprimir

Efe,

31 de janeiro de 2010 | 09h08

A Prefeitura de Moscou ameaçou deter e acusar os opositores liberais que saírem às ruas neste domingo, 31, para um novo protesto pacífico não autorizado em apoio ao direito constitucional às manifestações.

 

"Se os participantes da passeata forem à Praça Triunfal de Moscou, isso será considerado uma alteração da ordem pública e adotaremos as medidas pertinentes", declarou um porta-voz da Polícia.

 

O oficial afirmou que "os participantes que desobedecerem a Polícia serão detidos" por ordem da Prefeitura, que sempre proíbe os protestos que a oposição sem representação no Parlamento convoca a cada dia 31 em defesa do artigo 31 da Constituição russa.

 

Esse artigo diz que "os cidadãos da Rússia têm o direito de realizar, pacificamente e sem armas, reuniões, comícios, manifestações, passeatas e piquetes". Mas, na capital russa, as manifestações da oposição acabam sendo proibidas e dissolvidas violentamente.

 

"O Governo da cidade adverte que, caso tentem realizar uma ação não autorizada, seus organizadores e participantes serão punidos de acordo com a lei", declarou a Prefeitura de Moscou.

 

Os últimos protestos, realizados em 31 de outubro e 31 de dezembro, terminaram com a dura intervenção da Polícia e a detenção de dezenas de manifestantes.

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