AP Photo/Sackchai Lalit
AP Photo/Sackchai Lalit

Polícia desativa bomba em Bangcoc uma semana após atentado

Artefato não teria relação com o ataque da semana passada; autoridades seguem nas buscas pelo principal suspeito

O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2015 | 08h20

BANGCOC - A polícia da Tailândia desativou nesta segunda-feira, 24, uma bomba encontrada em uma área em construção no leste de Bangcoc, uma semana após o mortal atentado que abalou o centro da cidade.

Fontes policiais confirmaram ao jornal Matichon que os agentes especializados inutilizaram uma granada que poderia estar enterrada há bastante tempo na área.

“Recebemos denúncias esta tarde de uma bomba em Sukhumvit 81”, disse o comandante da equipe de artilharia explosiva da polícia, Kamthorn Aucharoen.

Segundo a imprensa tailandesa, a bomba não teria relação com o ataque terrorista que causou a morte de 20 pessoas na semana passada e deixou centenas de feridos em um popular templo da cidade.

Autoridades buscam o principal suspeito do atentado, flagrado pelas câmeras de segurança enquanto escondia uma mochila no local antes de fugir, embora desconheçam sua nacionalidade e se ainda se encontra no país.

“Vocês querem a verdade? Não sabemos se o suspeito ainda está na Tailândia, mas eu acredito que esteja porque não recebemos nenhuma informação de que ele tenha deixado o país”, disse o chefe da polícia, Somyot Poompanmuang.

A investigação sobre o ataque "progride", segundo a junta militar que rege o país, sem fornecer mais detalhes para não interferir no curso dos trabalhos.

O processo vem sendo marcado por declarações contraditórias da polícia e da junta militar sobre sua autoria, o envolvimento ou não de estrangeiros, e o número de pessoas envolvidas.

As autoridades consideram "improvável" que tenha sido uma ação de terrorismo internacional, em alusão à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico (EI).

A polícia também não acredita que os alvos do ataque tenham sido cidadãos da China, país a maioria de vítimas era de outros países, o que inicialmente alimentou a hipótese de uma represália pela deportação em julho de 109 uigures que buscavam asilo político.

Até agora ninguém reivindicou a autoria do atentado e nenhum suspeito foi capturado. A polícia tem feito controles em aeroportos e postos nas fronteiras, distribuído retratos falados do suposto autor e oferecido recompensas em troca de informação. /EFE e REUTERS

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