AP Photo/Ariana Cubillos
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Polícia descobre US$ 60 mil em carro de parente de líder opositor venezuelano, diz procurador

Mulher de Leopoldo López respondeu às acusações e confirmou que o dinheiro é dela e servirá para arcar com 'gastos familiares urgentes'

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2017 | 12h08

CARACAS - O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, anunciou na terça-feira 29 a descoberta pela polícia científica (CICPC) de 200 milhões de bolívares em dinheiro (cerca de US$ 60 mil) dentro de um veículo que pertenceria a um parente do líder opositor Leopoldo López, que está em prisão domiciliar.

"O que fomos informados de maneira, repito, extraoficial, por meio de informações de inteligência do CICPC é que a propriedade do veículo corresponde a um parente direto do cidadão Leopoldo López", disse Saab, em uma entrevista por telefone à emissora estatal VTV.

A mulher do opositor, Lilian Tintori, confirmou que o dinheiro é dela e denunciou uma "armação" para mostrar que fez "algo ilegal". Ela indicou que a quantia é para arcar com "gastos familiares urgentes" de sua "avó que tem 100 anos e está hospitalizada há dias", disse em uma mensagem publicada em sua conta no Twitter.

Lilian denunciou que estão "orquestrando" uma armação contra ela e seu marido para "mostrar que fizeram algo ilegal. Não têm moral, por isso não acreditam em ninguém". "Não tenho nada a esconder", afirmou.

López é líder do partido opositor Voluntad Popular. Após passar mais de três anos em um presídio militar, ele segue cumprindo em prisão domiciliar sua condenação de quase 14 anos por convocar uma manifestação na qual morreram 43 pessoas.

De acordo com Saab, o CICPC o informou que as notas estavam distribuídas em "quatro caixas de madeira" dentro de um veículo interceptado pela polícia científica no setor de Los Palos Grandes, no leste de Caracas.

Saab explicou que um procurador responsável pelos "crimes comuns" foi designado para o caso, sobre o qual ele disse não poder oferecer mais detalhes quando questionado se o dinheiro poderia estar destinado ao financiamento de algum "grupo".

"Nesse sentido, como se trata de um suposto crime que envolve, é claro, um vínculo com as leis penais vigentes, o Ministério Público investigará esta descoberta e todas as suas implicações", afirmou Saab. / EFE

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