AP Photo/Christophe Ena
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Polícia desmonta célula que planejava atentado em Paris

Comando leal ao Estado Islâmico era formado por mulheres que queriam atacar centro da capital no último domingo

Andrei Netto CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2016 | 18h55

Um atentado que seria cometido em nome do Estado Islâmico no centro de Paris foi de fato evitado no domingo. A confirmação foi feita nesta sexta-feira pelo Ministério Público da capital, após a prisão dos membros de uma célula terrorista formada por cinco mulheres e dois homens. Juntos, eles planejaram o ataque frustrado com um automóvel equipado com cinco cilindros de gás com gasolina. 

De acordo com o procurador de Paris, François Molins, o grupo, cujos integrantes foram detidos na quinta-feira, planejava um novo ataque, desta vez contra a Gare de Lyon – movimentada estação de trem da capital. A informação foi registrada em escutas realizadas pela polícia nos últimos dias, quando o grupo de mulheres estava sob intensa vigilância. 

“O objetivo era claramente cometer um atentado”, explicou Molins, reiterando a relação da célula com o grupo terrorista da Síria e do Iraque. 

O plano fracassou porque o cigarro que foi abandonado no interior do veículo, um Peugeot 607 sem placas, não chegou a atingir o material inflamável. As mulheres suspeitas também temeram que estivessem sendo vigiadas no momento da ação e fugiram antes de provocar o incêndio que causaria a explosão.

O atentado teria acontecido junto ao Cais de Montebello, ao lado Catedral de Notre-Dame, um dos locais mais visitados por turistas franceses e estrangeiros em Paris. O alerta sobre o carro abandonado em uma rua fechada ao tráfego foi lançado à polícia pelo funcionário de um pub, que vislumbrou um dos cilindros no banco traseiro e chamou a polícia. Os agentes descobriram então outros cinco cilindros de gás no porta-malas. O esquadrão antibombas desmontou a armadilha.

No veículo, uma carta escrita em árabe foi encontrada. Na terça-feira, um homem de 34 anos e uma mulher de 29 foram presos em uma estrada a caminho da Espanha. Suspeita de organizar o ataque, uma jovem, Inès Madani, 19 anos, filha do dono do veículo, estava desaparecida. A seu respeito, a Direção Geral de Segurança Interior (DGSI), o serviço secreto interno da França, havia criado uma Ficha “S”, para suspeitos de radicalização terrorista. 

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