Polícia desmonta rede de pedofilia e prende 700 em 35 países

Investigação, que durou dez meses, conseguiu resgatar 31 crianças

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h04

Pelo menos 700 suspeitos foram presos nesta segunda-feira em diversos países, acusados de estarem envolvidos com uma rede mundial de pedofilia, segundo afirmou um relatório policial. Durante a ação, 31 crianças foram resgatadas. Cerca de 200 dos suspeitos são habitantes do Reino Unido, informou o Centro de Proteção Online contra Exploração Infantil. A rede era estabelecida por um chat na internet chamado "Crianças, as Luzes de Nossas Vidas", que distribuía imagens de crianças sofrendo abusos sexuais. A investigação envolveu polícias de 35 países e durou mais de dez meses. Autoridades do Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Austrália participaram da investigação. O centro não confirmou se pedófilos no Brasil foram ou estão sendo investigados. O criador do chat, Timothy David Marty Cox, de 27 anos, que usava a identidade "Filho de Deus", na rede, admitiu nove acusações de produção e distribuição de material criminoso. Cox foi preso em Buxall, no sudeste da Inglaterra. Depois de ser preso, em setembro de 2005, policiais conseguiram ter acesso à sala de chat e coletar evidências de outros membros. Foram encontradas mais de 75 mil imagens de menores, desde bebês até adolescentes, das quais 11 mil haviam sido redistribuídas. O Centro de Proteção Online a Exploração Infantil, à frente da investigação, disse que o caso é um "poderoso alerta" aos pedófilos. "Qualquer indivíduo que ache que pode realizar tais terríveis atividades sem ser descoberto pode se preparar para um chacoalhão bem grosseiro", disse o presidente-executivo do centro, Jim Gamble. "A crença de que a Internet oferece anonimato é sem fundamento." Matéria ampliada às 14h35.

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