Polícia desocupa universidade invadida por ativistas em Paris

A polícia desalojou nesta sexta-feira a Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS) de Paris, ocupada desde a última segunda-feira em protesto contra o novo contrato de trabalho para jovens (CPE), do governo francês. Segundo a Prefeitura de Paris, 72 pessoas foram detidas na operação, que se desenvolveu sem grandes incidentes, pouco depois das 6h locais (2h de Brasília). A direção da EHESS tinha deixado a escola na quarta-feira, depois de classificar a situação como insustentável. Segundo os responsáveis, os ocupantes, em sua maioria não eram alunos da Escola de Altos Estudos. O prefeito de Paris, o socialista Bertrand Delanoë, disse hoje que a situação criada pela crise em torno do CPE é "explosiva", após os incidentes registrados na noite de Quinta-feira. Durante os enfrentamentos, travados sobretudo entre pessoas alheias ao movimento estudantil e agentes antidistúrbios, houve 420 detenções em todo o país, segundo a polícia. Em Paris uma manifestante, de 21 anos, sofreu traumatismo craniano e foi hospitalizada, informaram fontes médicas. Segundo a polícia, as primeiras investigações indicam que os ferimentos da jovem não foram provocados pelas forças policiais. Dezenas de carros foram saqueados ou incendiados e também foram registrados assaltos a lojas. Em uma tentativa de acabar com a crise detonada pelo CPE, o primeiro-ministro Dominique de Villepin se reunirá na tarde desta sexta-feira com representantes das cinco confederações sindicais, e depois com organizações patronais.

Agencia Estado,

24 Março 2006 | 05h59

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