Polícia detém agressores da Basílica da Anunciação

A Polícia israelense conseguiu retirar da Basílica da Anunciação, em Nazaré, as três pessoas que atacaram o templo na tarde desta sexta-feira com explosivos e botijões de gás. Todos foram detidos e serão levados a julgamento, segundo o chefe policial Dov Lutzki. Um grupo de policiais do norte de Israel impediu centenas de indignados moradores de Nazaré de chegar aos agressores. Haim Eliahu Habibi, sua mulher, Violet, e sua filha, todos de Jerusalém, levaram os explosivos em um carrinho de bebê e explodiram sua carga no interior do templo, no meio de uma oração. Eles foram obrigados a se refugiar no interior da basílica após cometer o ataque. Ainda que não se sabe quais foram os motivos que levaram os três israelenses, disfarçados de peregrinos cristãos, a invadirem a Basílica da Anunciação, uma das principais na Terra Santa. O deputado Michael Eitan afirmou aos jornalistas que conhece a família há anos, e disse que os pais tinham um "casamento com muitos problemas" e haviam perdido o pátrio poder sobre os filhos. Os dois chegaram a pedir a proteção de Yasser Arafat por argumentar que o Estado de Israel pretendia tomar as crianças. O primeiro-ministro interino, Ehud Olmert, e a ministra de Assuntos Exteriores, Tzipi Livni, telefonaram esta noite para a Santa Sé para lamentar o incidente e prometeram realizar uma "exaustiva investigação" do caso. Não foi divulgado o número de pessoas que precisaram receber atendimento médico porque entraram em pânico quando os agressores detonaram os explosivos. Outros ficaram feridos quando tentavam invadir a basílica e enfrentaram a repressão policial. Entre eles, dez policiais e os próprios agressores, atacados pelas pessoas que cercavam o templo. O ministro de Segurança Interna, Gideon Ezra, evitou qualificar a agressão contra a basílica de atentado terrorista, e disse que o ataque foi obra de "doentes mentais", baseando-se em informe da polícia que afirma que Habibi sofre de problemas psicológicos, mas não apresenta antecedentes criminais. O prefeito de Nazaré, Rami Jereysi, convocou para este sábado uma marcha de protesto contra a agressão, que considerou "um crime".

Agencia Estado,

03 Março 2006 | 20h04

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