Polícia detém mulheres em protesto pela libertação do Tibete

Governo indiano proíbe marcha até a região dominada pela China por medo de prejudicar relação com Pequim

Associated Press e Reuters,

12 de março de 2008 | 08h50

A polícia deteve várias manifestantes tibetanas exiladas na Índia que promoviam um ato nesta quarta-feira, 12, contra a proibição do governo indiano da realização da marcha de seis meses que seguirá até o Tibete, para lembrar os 49 anos do levante contra o domínio chinês na região e para defender a independência no ano em que a China realiza os Jogos Olímpicos. Temendo que a caminhada possa prejudicar a relação com a China, a Índia proibiu que os tibetanos deixem o distrito de Kangra, onde fica concentrado do governo exilado.  Veja também:  Björk pode ser banida da China por defender 'Tibete livre' Foto: Efe  Com a aproximação do evento, os tibetanos tentam retomar seu movimento de libertação e protestar contra o que consideram ser a ocupação ilegal, pela China, de sua pátria. As mulheres estavam na frente da embaixada da China em Nova Délhi quando tentaram invadir o prédio e entraram em confronto com policiais que faziam a segurança do local. Foto: Efe Na terça, a China prendeu um grupo de monges tibetanos que protestavam na capital do Tibet, Lhasa, segundo afirmou a reportagem de uma rádio custeada pelo governo norte-americano. A prisão aconteceu no momento em que refugiados tibetanos faziam manifestações no mundo todo para lembrar o levante nacionalista ocorrido naquela região. A Rádio Ásia Livre disse que, segundo uma fonte, ao menos 300 monges realizaram uma passeata desde um monastério das cercanias de Lhasa a fim de exigir a libertação de monges detidos no ano passado depois de o Dalai Lama ter recebido uma medalha do Congresso dos EUA.

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