Polícia detém seis suspeitos nos atentados a sinagogas

Seis pessoas foram detidas hoje sob suspeita de participação nos atentados suicidas contra duas sinagogas no último fim de semana em Istambul. De acordo com a agência de notícias Anatólia, entre os suspeitos estão dois parentes de possíveis cúmplices turcos. Cinco deles foram acusados de "tentativa de abalar a estrutura constitucional", que prevê pena de prisão perpétua.. O sexto foi acusado de "colaborar com organizações ilegais", cuja pena máxima é de cinco anos de prisão. Segundo autoridades, dois suspeitos fugiram para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, antes mesmo dos atentados. Também hoje, testes de DNA confirmaram que dois cidadãos turcos foram os atacantes suicidas que realizaram os atentados, em operações similares aos ataques perpetrados pela Al-Qaeda em outros locais, informou o governador de Istambul, Muammer Guler. Os turcos Mesut Cabuk, de 29 anos, e Gokhan Elaltuntas, de 22 lançaram os ataques contra duas sinagogas de Istambul, que deixaram um balanço de 23 mortos e 300 feridos. Guler acrescentou que o estilo dos atentados era similar aos dos realizados por militantes da Al-Qaeda, a rede terrorista de Osama bin Laden. "Se levarmos em consideração os objetivos e os métodos e as conexões dos atacantes podemos dizer que apresentam paralelos com as ações dos terroristas realizadas em nome da Al-Qaeda em outras partes do mundo", afirmou Guler. Provas anteriores já haviam confirmado que os atentados foram "ataques suicidas com caminhões carregados com enormes quantidades de explosivos". Segundo Guler, ambos os atacantes eram provenientes do povoado de Bingol, bastião do grupo clandestino islâmico Hezbollah, que não tem vínculo algum com o grupo libanês de mesmo nome. Não foi possível determinar de imediato se os atacantes tinham ligações com este grupo. A Al-Qaeda havia assumido a responsabilidade dos ataques em mensagens enviadas a dois jornais de língua árabe. A Turquia vem investigando possíveis vínculos entre os grupos islâmicos locais e a Al-Qaeda desde que as autoridades encontraram um livro de notas em turco sobre como realizar atentados suicidas num acampamento da rede terrorista no Afeganistão, em 2001.

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