Polícia dispersa protesto com bombas de gás na Mauritânia

Grupo critica golpe e pede retorno do presidente preso; golpistas prometem eleições 'assim que possível'

Efe e Associated Press,

07 de agosto de 2008 | 10h40

A polícia lançou nesta quinta-feira, 7, bombas de gás lacrimogêneo contra cerca de 100 participantes de uma manifestação de apoio ao presidente Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, detido pelos militares que na quarta-feira protagonizaram um golpe de Estado. O Exército do país da costa oeste da África prendeu o presidente, Sidi Mohamed Ould Cheikh Abdallahi, e o primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed Waqef, depois que o governo anunciou a destituição do Estado-Maior do Exército. Segundo o presidente, os generais destituídos apoiavam parlamentares que o acusavam de corrupção e de relação com radicais islâmicos.   Veja também: Golpistas prometem eleições 'assim que possível'   A manifestação tinha sido convocada por integrantes do Pacto Nacional pela Democracia e o Desenvolvimento (PNDD), a Aliança Popular Progressista (APP), o islamita Tawassoul e a União de Forças do Progresso (UFP). Todos constituíram na autodenominada Frente Nacional de Defesa da Democracia.   "A polícia dispersou nossa marcha enquanto escoltava uma manifestação em massa favorável aos golpistas", disse à Agência Efe o vice-presidente da APP, Khalil Ould Teyib, afirmando que não houve feridos no incidente.   O ato pró-militares contou com a participação de milhares que se reuniram frente ao palácio presidencial para mostrar seu apoio ao golpe de Estado, e aos quais o presidente do proclamado Conselho de Estado, Mohammed Ould Abdelaziz, reiterou seu compromisso de conseguir no país uma "democracia real".   Os integrantes da Frente Nacional de Defesa da Democracia devem realizar uma entrevista coletiva ainda nesta quinta para denunciar a atuação da polícia e expressar sua postura política perante os eventos.  

Tudo o que sabemos sobre:
Mauritânia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.