Polícia dispersa protesto contra governo no Bahrein

Manifestantes estavam acampados desde terça-feira em praça da capital; oposição afirma que quatro pessoas morreram.

BBC Brasil, BBC

17 de fevereiro de 2011 | 11h27

As forças de segurança do Bahrein dispersaram um protesto de milhares de pessoas contra o governo na praça central da capital, Manama.

Centenas de policiais da tropa de choque invadiram praça onde estavam os manifestantes antes do amanhecer desta quinta-feira usando bombas de gás lacrimogêneo, golpes de bastão e, segundo testemunhas, balas de borracha.

Segundo grupos de oposição, pelo menos quatro pessoas morreram durante a operação e outras cem ficaram feridas.

Os manifestantes estavam acampados na praça desde terça-feira.

Um manifestante contou que eles não faziam mal a ninguém e não esperavam a operação.

"Estávamos dormindo quando eles nos surpreenderam e atacaram."

Operação da polícia começou durante a madrugada

Os manifestantes fugiram, perseguidos pela polícia, enquanto helicópteros sobrevoavam a praça. O cheiro de gás lacrimogêneo permaneceu no centro de Manama várias horas depois da operação.

Nos hospitais, dezenas de pessoas foram atendidas.

Barracas abandonadas

Quando amanheceu, a praça, que passou a ser chamada por manifestantes de Tahrir depois das manifestações no Egito, mostrava os sinais da repressão ao protesto: barracas abandonadas, cobertores e objetos dos manifestantes espalhados.

O Ministério do Interior informou que a operação na praça só ocorreu depois de o governo ter esgotado todas as alternativas de negociação com os manifestantes.

Tanques e veículos blindados tomaram as ruas da capital do país, o primeiro sinal do envolvimento militar na crise.

Muitos dos manifestantes do Bahrein pediam libertação dos prisioneiros políticos, a criação de empregos e a construção de casas populares, o estabelecimento de um Parlamento mais representativo e uma nova Constituição.

Eles pedem também um novo gabinete que não inclua o atual primeiro-ministro, xeque Khalifa bin Salman Al Khalifa, no cargo há 40 anos.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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