Ben Stansall / AFP
Ben Stansall / AFP

Polícia diz não ter confirmação da identidade dos 39 mortos encontrados em caminhão no Reino Unido

Inicialmente, autoridades acreditam que as vítimas eram chinesas. Por conta da suspeita de passaportes falsos, existe a suspeita das vítimas serem vietnamistas

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2019 | 12h47

LONDRES - Neste sábado, 26, a polícia britânica informou que ainda não é possível ter a confirmação da identidade dos 39 mortos encontrados dentro de um caminhão em Essex, na Inglaterra, na quarta-feira, 23. O motorista, de 25 anos e procedente da Irlanda do Norte, foi detido por acusação de assassinato. De acordo com a investigação, o caminhão saiu da Bulgária e entrou no Reino Unido por Holyhead, um porto na costa oeste do país que faz conexão por balsa na Irlanda.

De acordo com a agencia AP, a policia afirmou qua ainda levará um tempo até a descoberta efetiva da identidade das vítimas. Inicialmente, acreditava-se que as vitimas eram chineses. No entanto, agora há suspeita de que ao menos parte deles eram vietnamitas. Existe a suspeita de que os passaportes chineses eram falsificados, fato que dificulta o processo de reconhecimento.

Na capital inglesa, a embaixada vietnamita divulgou um número de contato para ajudar famílias que acreditam que seus entes queridos podem ter sido vítimas de contrabando humano. O governo vietnamita também anunciou sua própria investigação sobre as mortes.

Rota migratória

Nos últimos anos, muitos imigrantes tentaram entrar no Reino Unido escondidos em caminhões ou em embarcações que atravessam o Canal da Mancha. Diante do reforço das operações de controle da polícia na costa do estreito que separa o Reino Unido do continente europeu, a Irlanda se tornou o país de trânsito nas rotas dos traficantes de pessoas por sua fronteira aberta com o país.

De acordo com a polícia britânica o reboque do caminhão chegou aproximadamente às 23h30 (19h30 em Brasília) de segunda-feira a Purfleet, porto do Tâmisa, procedente de Zeebrugge, Bélgica, enquanto a cabine partiu da Irlanda do Norte.

As autoridades também confirmaram o emplacamento do veículo na Bulgária em 2017, mas afirmaram que o veículo não retornou ao país desde então. "Não há conexão, apenas com as placas", disse o primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borissov.

A tragédia motivou pedidos de combate aos traficantes de seres humanos. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considerou o ocorrido uma "tragédia inimaginável"./ AFP e AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.