AP Photo/Matt Dunham
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Polícia diz que incêndio em prédio residencial de Londres começou em um freezer

Superintendente do departamento policial afirmou que o modelo da marca Hotpoint, já fora de linha, nunca passou por um recall e a fabricante está realizando testes adicionais; cinco torres de apartamentos são desocupados por precaução

O Estado de S.Paulo

23 Junho 2017 | 07h52
Atualizado 23 Junho 2017 | 20h42

LONDRES - O incêndio de grandes proporções que atingiu um prédio residencial em Londres na semana passada, matando 79 pessoas, começou no freezer de uma geladeira, informou nesta sexta-feira, 23, a Polícia Metropolitana da capital britânica. Um defeito no eletrodoméstico teria provocado o fogo. 

A superintendente da polícia, Fiona McCormack, explicou que o modelo da marca Hotpoint que deu origem ao incêndio – FF175BP – foi fabricado entre os anos 2006 e 2009 e nunca foi submetido a um recall. A fabricante está realizando testes adicionais para identificar o problema. “Temos evidência pericial de que o fogo não começou deliberadamente. Ele começou em uma geladeira”, afirmou Fiona.

Apesar da informação sobre a origem, as investigações sobre as causas do incêndio permitiram estabelecer que o material inflamável dos painéis do revestimento foi o responsável pela rápida propagação do fogo. O revestimento aparentemente continha polietileno – produto altamente inflamável. 

A polícia informou também que tanto o isolamento quanto os azulejos não passaram nos testes de segurança feitos após o incêndio. 

O edifício, situado no bairro de North Kensington e constituído em sua maioria por apartamentos de habitação social, onde viviam entre 400 e 600 pessoas, pegou fogo rapidamente.

Autoridades acrescentaram que estão considerando homicídio culposo entre os possíveis crimes que podem ter sido cometidos.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, informou que cada adulto que vivia no edifício está recebendo 500 libras, contribuições que os afetados não terão de devolver ao governo.

Os desalojados poderão, além disso, viver em apartamentos similares na mesma região da capital britânica, mas nenhum deles será obrigado a morar em um lugar que não queira.

Prevenção. Ainda hoje, cinco torres de apartamentos do norte de Londres, com um total de 800 unidades, foram esvaziados para a realização de “obras urgentes” com a finalidade de melhorar a segurança contra incêndios, como anunciou o município de Camden. “Não podemos estar seguros de que as pessoas estejam a salvo”, declarou Georgia Gould, funcionária de alto escalão do município londrino, nove dias após o incêndio na Torre Grenfell.

A decisão foi tomada em razão do risco que representa o revestimento externo desses prédios, instalado pela mesma empresa que o colocou na Torre Grenfell. 

A partir desta decisão, as autoridades pediram aos habitantes que se reunissem na biblioteca local, onde seriam enviados a hotéis londrinos. As obras para retirar o revestimento das cinco torres vão durar entre duas e quatro semanas, segundo as autoridades. O governo indicou que cerca de cem edifícios são fiscalizados diariamente no Reino Unido após a tragédia. / REUTERS, EFE e AFP

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