Polícia do Chile deteve 874 pessoas em protestos estudantis da quinta

Segundo prefeito de Santiago, prejuízos causados por enfrentamentos superam os US$ 100 mil

Agência Estado

05 de agosto de 2011 | 16h58

Estudantes detidos durante os protestos da última quinta-feira

 

SANTIAGO - O governo do Chile informou nesta sexta-feira que 874 pessoas foram detidas e 90 policiais ficaram feridos durante os protestos estudantis que sacudiram Santiago na quinta-feira e se estenderam a todo o país. O porta-voz do governo, Andrés Chadwick, primo do presidente Sebastián Piñera, defendeu a ação da polícia, que reprimiu até protestos pacíficos de cidadãos desarmados que saíram às ruas, na noite de ontem, batendo panelas como forma de se manifestar contra o governo.

 

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Enquanto a oposição apresentava nesta sexta-feira uma acusação contra o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, pedindo a renúncia do funcionário por causa da violência na repressão policial, estudantes e professores apresentaram uma ação contra o ministro e também contra a polícia, subordinada ao ministério.

 

Nesta sexta-feira, Santiago mostrava vestígios de barricadas montadas em vários pontos da cidade, bem como dos incidentes que aconteceram ontem quando os estudantes foram reprimidos com jatos de água e gás lacrimogêneo.

 

O prefeito de Santiago, Pablo Zalaquett, calculou em mais de US$ 100 mil os prejuízos que sofreram lojas e ruas. Durante os protestos de rua, cerca de 200 manifestantes ocuparam durante horas a sede de uma emissora de televisão, embora não tenham conseguido interromper as transmissões. Os manifestantes desocuparam pacificamente os estúdios. As informações são da Associated Press.

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