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Polícia do Chipre interroga russo sobre nitrato de amônio no Líbano

Em 2013, o Rhosus, navio alugado pelo russo com bandeira da Moldávia e procedente da Geórgia, fez escala em Beirute em seu trajeto até Moçambique, com 2.750 toneladas de nitrato de amônio a bordo

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2020 | 18h32

NICÓSIA - A polícia do Chipre informou nesta quinta-feira, 6, que interrogou o russo Igor Grechushkin, após a divulgação de informações que o relacionam ao navio que transportou as 2,7 mil toneladas de nitrato de amônio cuja explosão devastou a capital libanesa.

"Autoridades do Líbano nos pediram para localizar esse indivíduo e interrogá-lo, o que fizemos", disse um porta-voz da polícia à agência France Presse. "Suas respostas foram enviadas àquele país", assinalou.

Grechushkin não foi preso, apenas respondeu a perguntas sobre a carga do navio, a pedido do escritório da Interpol no Líbano. A explosão devastadora de anteontem aconteceu em um hangar que armazenava toneladas de nitrato de amônio havia seis anos sem medidas de precaução, segundo autoridades.

Em 2013, o Rhosus, navio com bandeira da Moldávia e procedente da Geórgia, fez escala em Beirute em seu trajeto até Moçambique, com 2.750 toneladas de nitrato de amônio a bordo, segundo uma fonte da segurança libanesa. Autoridades portuárias de Moçambique negaram terem sido informadas sobre a possível chegada do navio.

Segundo a imprensa, Grechushkin havia alugado o navio, obrigado a atracar em Beirute devido a um buraco em seu casco. De acordo com a página Marine Traffic, o navio chegou em 20 de novembro de 2013 e não voltou a zarpar. 

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Segundo fontes da segurança libanesa, quando o navio se dirigia a Beirute, uma empresa do Líbano teria denunciado a empresa à qual ele pertencia, obrigando a Justiça local a apreender a embarcação. A carga foi armazenada em um hangar, e o navio, danificado, acabou afundando./AFP 

 

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