Mohammed Abu Zaid/AP
Mohammed Abu Zaid/AP

Polícia do Egito invade escritórios de entidades civis

Medida fez parte de uma operação sobre o financiamento estrangeiro dos grupos no Egito

REUTERS

29 de dezembro de 2011 | 13h00

CAIRO - Oficiais de justiça e policiais egípcios invadiram os escritórios de quatro organizações da sociedade civil nesta quinta-feira, 29, como parte de uma operação sobre o financiamento estrangeiro destes grupos no Egito, disse uma fonte da área de segurança.

 

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As operações tiveram como alvo escritórios locais do Instituto Internacional Republicano (IRI) e do Instituto Nacional Democrático (NDI), sediados nos Estados Unidos, entre outros, disse a fonte do setor de segurança e funcionários de alguns destes grupos.

"As forças de segurança, que disseram ser da promotoria pública, estão vasculhando nossos escritórios no momento em que falamos. Eles estão pegando todos os documentos e laptops também", disse uma pessoa que trabalha no NDI, que se identificou como Rawda.

A fonte do setor de segurança disse que funcionários nos escritórios vasculhados não tiveram a permissão de sair enquanto as buscas estavam em andamento.

O Exército do Egito prometeu investigar como organizações pró-democracia e de direitos humanos são financiadas e disse várias vezes que não irá tolerar interferência estrangeira nas questões do país.

Alguns grupos de direitos humanos egípcios estiveram à frente dos protestos exigindo que o Exército, no poder desde fevereiro, quando o presidente Hosni Mubarak foi derrubado, passasse o poder rapidamente para civis eleitos.

O Exército prometeu deixar o poder em meados de 2012.

Analistas políticos disseram que os grupos investigados nesta quinta-feira assumiram uma postura política neutra, e que trabalhavam para o estabelecimento da democracia no Egito treinando membros dos partidos nascentes.

"O Instituto Nacional Democrático vem treinando os novos partidos... em como participar nas eleições", disse um membro de um partido liberal, pedindo anonimato.

"Isso era de total conhecimento das autoridades e não era clandestino."

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