Polícia do Iêmen mata quatro manifestantes

A polícia do Iêmen abriu fogo contra manifestantes liderados por rebeldes xiitas que marchavam em direção ao gabinete do primeiro-ministro, na capital Sanaa, nesta terça-feira. Ao menos quatro pessoas morreram e outras dez ficaram feridas, afirmaram autoridades.

Estadão Conteúdo

09 de setembro de 2014 | 14h53

Os policiais primeiro lançaram bombas de gás lacrimogêneo, para então dispararem munição de verdade contra os participantes do protesto. Os atos são comandados pelos chamados rebeldes Hawthi, que lutam há meses contra membros de tribos no norte do país e agora querem derrubar o governo.

A manifestação ameaça desestabilizar ainda mais o já volátil Iêmen, país mais empobrecido do mundo árabe, onde autoridades continuam a combater militantes liderados pelo braço local da Al-Qaeda. Segundo os EUA, a facção iemenita seria a mais perigosa entre todas do grupo terrorista.

Na hora do tiroteio contra o protesto, supostos militantes da Al-Qaeda, incluindo homens-bomba, atacaram diversos postos do Exército no sul do país, matando três soldados e perdendo dez de seus próprios homens. Alguns morreram quando uma aeronave do Iêmen destruiu um veículo cheio de explosivos que dirigiam, afirmaram autoridades de segurança.

Os conflitos na capital do Iêmen têm se intensificado, com os Hawthis realizando protestos antigoverno que duram semanas, muitas vezes entrando em confrontos com a polícia. Os manifestantes pedem que o governo restitua os subsídios para a gasolina e, então, renuncie. Fonte: Associated Press.

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