Polícia do México crê ter achado alunos sumidos

Prisão de 4 suspeitos em Iguala leva agentes a encontrar outra vala com corpos; peritos trabalhavam no local

CIDADE DO MÉXICO, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2014 | 02h01

A prisão de quatro suspeitos que confessaram participação direta no desaparecimento de 43 estudantes no fim de setembro, em Iguala, no sul do México, levou as autoridades a encontrar ontem uma vala comum que seria a fossa onde os corpos dos alunos estariam enterrados - o que solucionaria o mistério que envolve o caso. Ontem, peritos forenses já trabalhavam na cova, próxima a um lixão na localidade de Cocula, tentando identificar os restos mortais.

Segundo as autoridades federais, os estudantes foram atacados a tiros por policiais de Iguala, ação que deixou seis mortos. Em seguida, eles foram sequestrados e entregues a membros de um cartel de crime organizado que os executou. Após o desaparecimento, 38 corpos já foram localizados em cemitérios clandestinos. Análises feitas em 28 cadáveres, porém, mostraram que nenhum deles era dos alunos desaparecidos.

A Procuradoria-Geral do México afirma que o prefeito de Iguala, José Luis Abarca, ordenou que a polícia municipal atacasse os ônibus em que viajava o grupo de estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa, com medo de que os alunos, que buscariam doações para sua escola, arruinassem um ato eleitoral organizado por sua mulher, María de los Ángeles Pineda - que tem três irmãos envolvidos com o cartel Guerreros Unidos. / AFP, REUTERS e NYT

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