Polícia do Paquistão reprime manifestação contra Musharraf

População protesta contra a candidatura do presidente paquistanês para as eleições de outubro

Reuters,

29 de setembro de 2007 | 16h29

A polícia do Paquistão, usando cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo, entrou em conflito neste sábado, 29, com advogados e ativistas opositores ao presidente paquistanês, Pervez Musharraf, enquanto a Comissão Eleitoral aceitou sua candidatura para a eleição de 6 de outubro.   Na sexta-feira, a Corte Suprema descartou as objeções à candidatura de Musharraf à reeleição. Apesar da decisão, o país deve enfrentar meses de instabilidade enquanto Musharraf enfrenta novas críticas à sua candidatura para controlar o país, cujo apoio é visto pelas forças lideradas pelos Estados Unidos como crucial para a estabilidade do Afeganistão e para o combate à Al-Qaeda. Houve violência do lado de fora do prédio da Comissão Eleitoral em Islamabad quando um grupo de cerca de 200 advogados e ativistas organizaram uma marcha por uma avenida da Corte Suprema até a Comissão Eleitoral, após a chegada do primeiro-ministro Shaukat Aziz. Um advogado da oposição, Hamid Khan, disse que a candidatura de Musharraf seria contestada na Justiça na segunda-feira, quando advogados também organizam um dia de protestos contra a violência de sábado. A comissão afirmou que Musharraf, que chegou ao poder por meio de um golpe em 1999, estava entre os seis candidatos cujas candidaturas foram aceitas. Os outros dois principais candidatos são Wajihuddin Ahmed, um ex-juiz, e Makhdoom Amin Faheem, membro do partido da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto. Musharraf prometeu deixar o exército, sua maior base de poder, após vencer um novo mandato. Mesmo assim, membros da oposição afirmam que irão deixar seus cargos no Congresso na terça-feira, antes da votação que ratifica a decisão da Corte. A Corte Suprema descartou as petições contra Musharraf afirmando que elas não eram "sustentáveis", o que evitou conflitos no país, mas segundo os jornais, deverá haver instabilidade no Paquistão. Se a corte tivesse bloqueado a candidatura de Musharraf à reeleição, analistas afirmam que ele teria imposto medida de emergência.

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