Polícia do Quênia dispersa protesto antes da chegada de Annan

A polícia do Quênia disparou nestaterça-feira gás lacrimogêneo contra simpatizantes do presidenteMwai Kibaki, horas antes da chegada ao país doex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) KofiAnnan. Ele será mediador da crise envolvendo as eleiçõespresidenciais no país, que mergulhou em semanas de violência. A polícia dispersou cerca de 100 manifestantes pró-governode um bairro central de Nairóbi e os forçou a entrar em lojas ebecos próximos. "Queremos somente Kibaki...A oposição tem que reconhecerque ele é o presidente", disse o operador de mercado JuliusKuria, 32, em meio ao gás lacrimogêneo. Desde a eleição de 27 de dezembro, a polícia proibiuprotestos de rua, a maioria dos quais realizados pela oposição. Mais de 650 pessoas já foram mortas nos conflitos que seseguiram ao contestado pleito, e governo e oposição trocamacusações de genocídio. Annan deve se reunir com os dois lados e pressionar pornegociações diretas, algo que o chefe da União Africana, JohnKufuor, não conseguiu. Diplomatas esperam que Annan, vencedor do Nobel da Paz ecuja experiência de negociação vai de Israel e Darfur, possaajudar a levar o presidente e o líder da oposição Raila Odingaa acertar algum tipo de compartilhamento de poder,possivelmente antes de uma nova votação.

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