AP Photo/Ben Curtis
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Polícia do Quênia investiga abuso em repressão a manifestação

Policial pisou na cabeça de homem confundido com manifestante da oposição em ato contra o governo em Nairóbi

O Estado de S. Paulo

17 Maio 2016 | 16h49

NAIRÓBI  - A polícia do Quênia iniciou nesta terça-feira, 15, uma investigação interna para apurar a agressão da polícia antidistúrbio em uma manifestação no dia de ontem. Vídeos e fotografias publicados na imprensa local e por agências de notícias mostram um policial pisando na cabeça de um ativista e provocaram uma onda de indignação no país. 

O protesto foi o último de uma série de atos organizados pela oposição, que acusa o governo de boicotar a candidatura do partido nas eleições do ano que vem. 

As imagens, que mostram cenas explícitas de agressão, mostram um manifestante fugindo do prédio da Comissão Eleitoral, quando ele é cercado por policiais. Um deles o persegue e o ativista cai no chão. A partir de então, ele começa a ser chutado pelo oficial, que pisa em cima da cabeça dele sobre a calçada. O homem está internado. 

"Condeno a ilegalidade vista ontem no protesto. Uma investigação começou para determinar se a polícia cometou abusos", disse o chefe da polícia de Nairóbi,Joseph Boinnet.

A vítima foi identificada como Boniface Mosoti. O homem sequer estava participando do protesto. Apenas tinha ido ao local para uma entrevista de emprego. "Diversos policiais me bateram e me deixaram ali. Eu não tive ajuda", disse. / AP

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