Polícia dos EUA confirma mortes em templo de Wisconsin

Policiais dizem ter identificado ao menos sete corpos dentro e fora do templo Sikh atacado na manhã deste sábado.

BBC Brasil, BBC

05 de agosto de 2012 | 17h00

A polícia americana disse acreditar que ao menos sete pessoas morreram em um tiroteio no templo Sikh de Oak Creek, no Estado de Wisconsin, nos Estados Unidos.

Um dos sete mortos seria um atirador responsável pelo ataque.

Um policial foi baleado diversas vezes, mas deve sobreviver, segundo Bradley Wentlandt, chefe da polícia de Greenfield.

A polícia não confirmou rumores de que mais atiradores estariam no interior do edifício com reféns.

A situação permanece instável. Wentlandt afirmou que a polícia recebeu diversos telefonemas de emergência por volta de 10h25 (10h25 em Brasília).

Ele disse ainda que após as chamadas um policial foi enviado ao local e "entrou em confronto com um atirador ativo", ocasião em que foi alvo de diversos disparos.

Os jornalistas foram impedidos de se aproximar do templo e orientados a não transmitir imagens aéreas do local.

Oak Creek é uma cidade de 30 mil pessoas no sudeste de Wisconsin.

Os Sikh são uma corrente religiosa-filosófica surgida na Índia, que conta com milhares de seguidores pelo mundo.

"Muitos feridos"

Wentlant afirmou que a polícia identificou quatro pessoas mortas dentro do templo e três do lado de fora - incluindo o atirador atingido pela polícia.

Porém, ele disse que essas informações ainda podem ser alteradas ao longo do dia.

O policial afirmou também que os serviços de segurança do país estão tentando tornar a a área segura e novas informações serão dadas em breve.

Parminder Kaleka, que estava esperando do lado de fora do templo, disse ao periódico Milwaukee-Wisconsin Journal Sentinel que telefonou para seu cunhado - que, segundo ela, é o sacerdote do templo e estaria dentro do edifício. A ligação teria ocorrido na hora do tiroteio.

"Ele me disse que 25 ou mais pessoas foram baleadas. Na hora ele não sabia se elas estavam vivas ou mortas, então muitas pessoas foram feridas", afirmou.

Ela disse ainda ter ouvido o momento em que seu cunhado teria sido também atingido por tiros.

"Essa é uma grande tragédia para nossa igreja". Ela disse ainda que todos sempre se sentiram seguros no local.

Outros parentes de vítimas que aguardam do lado de fora do prédio disseram que crianças estariam sendo feitas reféns, mas a informação não pôde ser confirmada.

É a segunda vez em menos de um mês que civis americanos são vítimas de atiradores nos EUA. Em 20 de julho um ex-estudante de medicina entrou em um cinema durante a exibição do filme "Batman" e assassinou 12 pessoas. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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